Com Black Friday e contas de janeiro no horizonte, analistas ensinam como aproveitar o 13º
Esperado pela maior parte dos trabalhadores, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até esta sexta-feira
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Esperada pela maior parte dos trabalhadores, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até esta sexta-feira (28). O restante da gratificação anual deverá ser paga pelos empregadores até dia 20 de dezembro.
Em meio aos feriados de fim de ano e às promoções da Black Friday, brasileiros se veem no impasse entre pagar contas, guardar ou gastar o dinheiro recebido.
Para especialistas ouvidos pelo R7, o 13º salário é uma oportunidade de reorganização financeira. O economista e consultor financeiro André Mirsky explica que a melhor estratégia é seguir uma ordem simples: aliviar, proteger, planejar.
Leia Mais
• Aliviar: se a pessoa tem dívidas caras, como cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos com juros muito altos, o 13º deve ser usado para quitar ou reduzir esse saldo. Isso é, na prática, o melhor “investimento” possível, porque nada rende mais do que deixar de pagar juros de 300% ao ano.
• Proteger: se não há dívidas, mas o trabalhador não tem uma reserva de emergência, o 13º pode ser usado para criar essa proteção. O ideal é aplicar em produtos de alta liquidez e baixo risco, como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária ou fundos DI simples. Essa reserva evita que imprevistos em 2026 virem novas dívidas.
• Planejar: com dívidas sob controle e reserva formada, vale investir pensando no futuro. Tesouro IPCA+ para metas de longo prazo, CDBs intermediários para objetivos de 1 a 2 anos, fundos imobiliários para quem busca renda mensal, e até ETFs para quem tem horizonte maior.
Segundo o especialista, é importante que a pessoa considere as despesas de janeiro, que costumam ser pesadas, como o IPVA, IPTU, material escolar e seguros.
A especialista em finanças e tributação Adriana Melo ressalta a necessidade de dar prioridade as dívidas.
“Isso não significa que a pessoa não possa celebrar. Presentes, encontros e ceia fazem parte da vida. O problema é transformar dezembro em um delírio financeiro, comprando emoção parcelada e recebendo ansiedade à vista. Se a pessoa já está endividada, entrar em novos parcelamentos só aumenta a bola de neve e compromete o início do ano, que já chega com IPTU, IPVA e outros reajustes”, pontua.
13º salário
O 13º salário é um benefício previsto desde 1962 e funciona como uma gratificação anual, podendo ser paga de forma integral ou proporcional, conforme o tempo de serviço prestado ao longo do ano.
O benefício é um direito fundamental, que reconhece o esforço do trabalhador ao longo do ano.
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) é responsável por orientar empregadores e fiscalizar o pagamento correto do benefício.
Em caso de dúvidas ou suspeita de irregularidades, o trabalhador pode procurar a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego mais próxima ou registrar uma denúncia nos canais oficiais do MTE.
Primeira parcela: entre fevereiro e novembro, com prazo máximo até 30 de novembro. O valor corresponde à metade da remuneração do mês anterior (geralmente outubro).
Segunda parcela: deve ser paga até 20 de dezembro e corresponde à complementação do valor total devido.
Para Melo, o 13º rende quando é usado com planejamento, o que é necessário fazer antes de dezembro.
“Uma divisão prática ajuda muito: 33% para celebrar, mas sem extrapolar; 33% para os gastos de início de ano, como IPVA, IPTU, material escolar e reajustes; e 34% para reserva de emergência ou investimentos, caso a pessoa já tenha as dívidas organizadas. Dessa forma, é possível aproveitar o momento sem comprometer o futuro”, explica.
Como conferir o valor recebido?
Para conferir o valor recebido da gratificação, o beneficiário deve verificar o salário base, ou seja, sem considerar horas extras ou benefícios.
Em seguida, deverá ser contado os meses trabalhados no ano. Cada mês trabalhado por pelo menos 15 dias conta como 1/12 avos do salário.
Na segunda parcela, são descontados INSS e Imposto de Renda, quando houver.
Exemplo prático:
- Salário: R$ 3.000
- Tempo trabalhado no ano: 9 meses
- Cálculo: 3.000 × (9/12) = R$ 2.250
- Sobre esse valor, será descontado apenas o INSS (na segunda parcela).
Caso a pessoa receba algo muito abaixo disso, deve pedir o demonstrativo ao RH.
Adicionais como insalubridade e periculosidade entram no cálculo, mas bonificações e PLR não contam para o 13º.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













