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Com estoque em excesso, confiança da construção civil cai em dezembro

Os planos de investimentos das empresas vêm sendo sistematicamente adiados, afirma FGV

Economia|Do R7

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A piora da confiança do setor em dezembro foi motivada pelo aumento do maior pessimismo em relação aos próximos meses
A piora da confiança do setor em dezembro foi motivada pelo aumento do maior pessimismo em relação aos próximos meses

O cenário para a construção civil continua preocupante. É o que indica o Índice de Confiança da Construção, apurado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e divulgado nesta terça-feira (22). O indicador recuou 0,7 ponto, em dezembro, alcançando 68,9 pontos. Em relação a dezembro de 2014, a queda acumulada ficou em 19,1 pontos.

De acordo com a coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo, houve uma pequena melhora na percepção corrente dos negócios.


— No entanto, o mercado imobiliário continua com excesso de estoques; o ajuste fiscal e a queda na arrecadação têm penalizado a infraestrutura; e os planos de investimentos das empresas vêm sendo sistematicamente adiados. Assim, as expectativas das empresas voltaram a piorar neste final de ano, atingindo a confiança. Os empresários chegam ao final do ano bastante pessimistas em relação à possibilidade de reversão da crise setorial no curto prazo.

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A piora da confiança do setor em dezembro foi motivada pelo aumento do maior pessimismo em relação aos próximos meses: o Índice de Expectativas recuou 2,6 pontos, alcançando 70,3 pontos, o nível mais baixo da série, iniciada em julho de 2010. Já o Índice da Situação Atual cresceu pelo segundo mês consecutivo, atingindo 68,0 pontos.


O indicador que mede o otimismo em relação à tendência dos negócios para os próximos seis meses exerceu a maior contribuição para a queda do Índice de Expectativas no mês, com recuo de 4,0 pontos entre novembro e dezembro, atingindo 70,3 pontos.

A maior contribuição para a alta do Índice da Situação Atual em dezembro foi dada pelo indicador que capta informações sobre a carteira de contratos no momento, que subiu 2,9 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 68,6 pontos.


Este indicador, no entanto, permanece muito abaixo da média histórica e do patamar observado há um ano. Para que este indicador sinalize uma efetiva recuperação da atividade, os contratos ainda terão que se elevar mais significativamente.

Dificuldades em 2015

Os fatores apontados pelas empresas como limitativos à expansão dos negócios retratam bem o quadro do setor da Construção ao longo de 2015. Em dezembro de 2015, o principal fator limitativo foi a Insuficiência de Demanda, apontado por 49,0% das empresas.

Em dezembro de 2013, somente 24,9% dos empresários se preocupavam com esta questão. Em contrapartida, a Escassez de Mão de Obra Qualificada, que em 2013 era assinalada por 34,5% das empresas, foi lembrada por somente 9,7% das empresas.

Acesso ao Crédito Bancário foi um fator que apresentou forte crescimento, ao passar de 9,4%, em 2013, para 23,7% em 2015. Por fim, vale notar o crescimento das limitações associadas ao cenário macroeconômico, incluídas em Outros.

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