Comércio vê impacto maior de 'dia perdido' por chuva em mês fraco

São R$ 110 milhões de prejuízo pelo "dia perdido" do comércio na região metropolitana de São Paulo, segundo cálculos da Fecomercio-SP

Alagamento na região da estção cidade Universitaria proximo ao Rio Pinheiros

Alagamento na região da estção cidade Universitaria proximo ao Rio Pinheiros

MARCELO D. SANTS/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

O prejuízo causado pela chuva desta segunda-feira (10) ao comércio de São Paulo não será tão fácil de recuperar, segundo a Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Isso porque a queda acontece em um mês tido como fraco em vendas. São R$ 110 milhões de prejuízo pelo "dia perdido" do comércio em boa parte da região metropolitana.

Segundo o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze, o início do ano é marcado pelo pagamento de impostos como IPVA e IPTU, o que já influencia a possibilidade de o consumidor fazer outros gastos.

Com a chuva e as pessoas presas em casa, cai muito a chance de elas fazerem compras por impulso, aquelas que normalmente acontecem no intervalo do almoço ou na saída do trabalho, ou durante um passeio.  

"É um impacto grande [causado pela chuva], principalmente por conta de fevereiro, um dos mais fracos de vendas no ano. Tem muitas contas vencendo, carnaval. Muitos setores têm uma queda nesse período e terão mais dificuldade de recuperar”, afirma.

Prejuízo

Ao calcular os R$ 110 milhões de prejuízo, o economista considerou lojas que não foram abertas por falta de funcionários, outras que abriram, porém com o quadro de pessoal incompleto e deve registrar movimento muito fraco.

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Segundo Dietze, os segmentos mais afetados pelas chuvas são supermercados, farmácias e de compras por impulso, como artigos de vestuário. Já itens de maior valor, como eletrodomésticos, devem ter as compras adiadas.

Algumas empresas, principalmente as localizadas próximas à Marginal Tietê e à Marginal Pinheiros, nas zonas sul e oeste da capital, amanhecerem debaixo de água. Enquanto tentam se organizar para manter ao menos parte de sua operação, os negócios contabilizam os prejuízos com a inundação e a falta de funcionários, que não conseguiram chegar ao trabalho.