Como a situação na Venezuela impacta no comércio brasileiro? Professor analisa
Com deterioração nas relações nos últimos anos, negociações entre países caíram cerca de 64%
Economia|Do R7
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Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, dúvidas surgem no mundo acerca dos próximos passos da situação do país. Apesar de um aumento na tensão global, não deve haver um impacto significativo nas relações do comércio brasileiro com o país vizinho, é o que aponta Daniel Vargas, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Direito Rio.
O professor aponta que, com a deterioração política e econômica na Venezuela nos últimos anos, Caracas se distanciou de Brasília nos últimos anos, com diminuição do comércio bilateral de US$ 4,5 bilhões anuais (cerca de R$ 24,5 bilhões, em conversão direta), em 2014, para US$ 1,6 bilhão anual (equivalente a R$ 8,6 bilhões), atualmente. Com isso, o país passou do 4º principal destino de produtos brasileiros para uma posição próxima ao 30º lugar — o que significa 0,4% das exportações.

“Nossos principais parceiros e os principais mercados são China, Rússia, agora a Ucrânia em crise, e Canadá. E a participação da Venezuela é muito pequena, não é que não seja completamente irrelevante, ou melhor, ela continua tendo seu peso, mas no agregado o impacto deve ser muito pequeno nas compras brasileiras desse produto ao longo dos próximos anos”, pontua.
Outro ponto de discussão nesta crise é o petróleo e as possíveis variações de preço no mundo, o que Vargas pontua que também deva gerar um baixo impacto devido às sanções que o país já sofria e pouca participação no mercado, com negociações mais concentradas com a China.
“Ao longo do tempo, o peso dessa crise, hoje na Venezuela, no balanço geral do comércio de petróleo no mundo, não deve ser muito alto, até porque o país já vem sofrendo com embargos e restrições ao longo dos últimos anos, e basicamente tinha um parceiro comercial que comprava a maior parte do seu petróleo, que era a China”, destaca o professor em entrevista ao Record News Rural desta terça-feira (6).
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