Economia Confiança da construção atinge o maior nível desde 2013, afirma FGV

Confiança da construção atinge o maior nível desde 2013, afirma FGV

Alta de 1,4 ponto do otimismo ocorre com a percepção de melhora do ambiente de negócios atual e para os próximos meses

  • Economia | Do R7

Confiança da construção figura aos 98,2 pontos

Confiança da construção figura aos 98,2 pontos

Fernando Frazão/Agência Brasil - 23.06.2021

O sentimento de melhora do ambiente de negócios guiou a alta de 1,4 ponto do ICST (Índice de Confiança da Construção) em agosto. Com a variação, o indicador alcançou os 98,2 pontos, maior nível desde dezembro de 2013 (98,3 pontos), de acordo com informações reveladas nesta sexta-feira (26) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), explica que o otimismo maior é fruto da melhora das percepções sobre a situação atual e das expectativas para os próximos meses, que voltou a prevalecer entre as empresas.

"O aumento da confiança no mês recuperou a queda anterior, embora ainda permaneça abaixo do nível de neutralidade. Apesar de uma percepção mais favorável sobre a situação atual e a despeito das últimas medidas voltadas ao segmento de habitação social, as expectativas estão mais pessimistas que há um ano, o que sinaliza um cenário ainda desafiador à frente", afirma a pesquisadora.

O segmento de infraestrutura registrou maior queda do indicador na comparação interanual. Para Ana Maria, o desempenho pode ser resultado da perspectiva de desaceleração dos investimentos relacionados ao ciclo eleitoral. No segmento de Edificações Residenciais, as expectativas referentes à demanda prevista ficaram mais otimistas na comparação com julho.

Em agosto, o ISA-CST (Índice de Situação Atual) subiu 1,6 ponto, para 96,4 pontos, maior nível desde maio de 2014 (97,6 pontos), resultado motivado pela melhora do indicador de situação atual dos negócios, que subiu 3,9 pontos, para 96,2 pontos.

Já o indicador de volume da carteira de contratos recuou 0,8 ponto, para 96,5 pontos. O IE-CST (Índice de Expectativas), por sua vez, avançou 1,2 ponto, para 100,1 pontos. O desempenho ocorre, principalmente, com o maior otimismo sobre o indicador que mede a demanda prevista para os próximos três meses, que subiu 1,7 ponto, para 102,8 pontos.

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