Economia Confiança dos consumidores cresce ao maior nível em oito meses

Confiança dos consumidores cresce ao maior nível em oito meses

Otimismo maior das famílias está relacionado ao fim do surto da variante Ômicron e à liberação de benefícios, avalia FGV

  • Economia | Do R7

Confiança atual e perspectivas futuras melhoraram em abril

Confiança atual e perspectivas futuras melhoraram em abril

Edu Garcia/R7 - 20.04.2022

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) avançou 3,8 pontos em abril, para 78,6 pontos, o maior nível desde agosto de 2021 (81,8 pontos), de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Com o desempenho positivo, o indicador oscilou 1,5 ponto, para 77,1 pontos, no trimestre compreendido entre os meses de fevereiro e abril, na comparação com os três meses anteriores.

Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), atribui o resultado positivo ao fim do surto da variante Ômicron e ao anúncio de um pacote de medidas para aliviar a pressão da inflação e dos juros sobre as finanças familiares.

"Houve diminuição do pessimismo com relação ao mercado de trabalho, mas a inflação e os juros elevados ainda preocupam as famílias, que continuam cautelosas com relação à realização de compras de alto valor", afirma ela.

Em abril, a alta do índice foi motivada pela melhora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas para os próximos meses, que alcançaram os maiores resultados dos últimos oito meses. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu 3,8 pontos, para 69,1 pontos, enquanto o IE (Índice de Expectativas) avançou 3,6 pontos, para 86,1 pontos. 

Nas avaliações sobre o momento atual, o destaque foi a melhora da situação financeira das famílias, cujo indicador subiu 5,5 pontos, para 62,4 pontos, o maior nível desde outubro de 2021 (63,8 pontos). Houve melhora também da percepção do estado geral da economia. Nesse caso, o indicador cresceu 2 pontos, para 76,4 pontos.

A alta da confiança também se deu em quase todas as faixas de renda, exceto nas famílias com renda mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800. A alta mais forte ocorreu entre consumidores do nível mais baixo, o das famílias com poder aquisitivo de até R$ 2.100 mensais, cujo ICC subiu 7,2 pontos, para 76,2 pontos, o maior valor desde março de 2020 (82,5 pontos).

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