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‘Considerando o que ele enfrenta, é positivo’, avalia Henrique Meirelles sobre gestão Haddad

Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central falou em entrevista ao ‘Link News’ sobre os desafios econômicos do país

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Henrique Meirelles comentou sobre os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil devido ao conflito no Oriente Médio.
  • Ele acredita que o governo pode se beneficiar da alta produção e exportação de petróleo, apesar da escassez de diesel no país.
  • Meirelles elogiou a gestão de Fernando Haddad na tentativa de equilibrar as finanças em um cenário econômico complicado.
  • Para o ex-ministro, reformas que simplifiquem a tributação são essenciais para a produtividade e o crescimento sustentável do Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com o conflito no Oriente Médio impactando o preço do petróleo, a economia do Brasil passou a enfrentar desafios internos. O ex-ministro da Fazenda, ex-presidente mundial do BankBoston e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meireles, explicou em entrevista ao Link News desta terça (31) como o governo brasileiro poderá lidar com as atuais situações.

Segundo ele, especialistas e autoridades dos países europeus têm compreendido que, devido à destruição de diversas instalações (petrolíferas ou não), a economia pode vir a demorar alguns anos para se reconstruir depois do conflito: “Ainda teremos consequências por um bom tempo”, ressaltou.


Apesar dos desafios econômicos gerados pelo fechamento do estreito de Ormuz, Henrique Meireles ressaltou que o Brasil poderá se beneficiar da situação devido à receita gerada com o excesso de produção de petróleo e suas exportações.

Mas há um problema com o diesel. Nós não temos capacidade suficiente para o refino do diesel [...] Esse é o gargalo do momento. Hoje há uma falta ocasional de diesel em alguns poços do país [...] No momento em que o governo subsidia o preço do diesel, e eventualmente da gasolina, no consumo local para não impactar na inflação, aí isso passa a afetar as contas públicas [...] Mas, mesmo com o subsídio, houve um aumento no preço na bomba, como estamos vendo, e isso impacta na inflação, e, impactando a inflação, gera algum tipo de problema maior para o Banco Central”, argumentou o ex-ministro.


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Meirelles enfatizou que o trabalho de Fernando Haddad à frente da Fazenda foi positivo, tendo em vista que o ministro precisou se ‘equilibrar’ entre pressões conflitantes. De um lado, o comando do PT pedindo mais gastos; de outro, a necessidade técnica e econômica de gastar menos. “Nós não vivemos no mundo da teoria, vivemos na prática, e, na prática, sabemos que ele está sofrendo todas essas pressões e tem lutado contra isso”, expressou. Diante do cenário, ele classificou a administração “de razoável para boa”.

“É evidente que cada ministro tem o seu desafio, mas, se olharmos do ponto de vista do Ministério da Fazenda, o grande desafio do próximo ministro do governo vai ser justamente conter as despesas e baixar o nível da dívida”, comentou.


Ainda segundo Henrique Meirelles, controlar as contas públicas e realizar mais reformas para o aumento de produtividade do país são as chaves para o avanço do Brasil em seu crescimento sustentável e econômico: “Quais são os problemas principais de produtividade para o Brasil? O primeiro é a tributária, não a carga tributária, na verdade, é a complexidade tributária [...] é importante eliminar complexidades tributárias no país”, expressou.

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