Economia Consumo de arroz e feijão cai, mas segue como base alimentar do Brasil

Consumo de arroz e feijão cai, mas segue como base alimentar do Brasil

Pesquisa de Orçamentos Familiares mostra que brasileiros consomem, em média, 273,6 gramas da mistura todos os dias

  • Economia | Alexandre Garcia, do R7

Arroz e feijão perdem perderam espaço nas mesas

Arroz e feijão perdem perderam espaço nas mesas

Jonne Roriz/Estadão Conteúdo – 21.9.2009

A tradicional mistura entre arroz e feijão perdeu espaço na mesa das famílias nos 10 anos finalizados em 2018. Ainda assim, os dois alimentos, juntos com o café, se mantêm como os mais consumidos pelos brasileiros.

As informações, divulgadas nesta sexta-feira (21), pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), apontam que a frequência de consumo de feijão passou de 72,8% para 60% no período. A presença do arroz, por sua vez, variou de 84% para 76,1%.

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Ao mesmo tempo em que o consumo de arroz e feijão caíram, os dados mostram para o aumento das preparações à base desses alimentos. Enquanto os preparos com o feijão saltaram de 3% para 12%, aqueles utilizando o arroz subiram de 1,4% para 2,8%.

“Mesmo consideradas em conjunto, a frequência de consumo de arroz diminuiu, de forma que se pode inferir que as variações observadas no consumo de arroz e de feijão não decorrem do método de avaliação”, analisa o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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De acordo com a pesquisa, o consumo médio diário de feijão (142,2 gramas) e arroz (131,4 gramas) só é inferior ao do café (163,2 gramas). Na sequência, aparecem sucos (124,5 gramas) e refrigerantes (67,1 gramas).

O estudo aponta ainda que as médias de consumo estimadas para homens são mais elevadas do que as das mulheres para a maior parte dos itens. Elas, no entanto, são mais adeptas à maioria das verduras e frutas.

Fora de casa

A POF também verificou que o percentual consumido fora do domicílio foi maior entre os homens para a maioria dos alimentos, sendo as maiores diferenças encontradas para outras bebidas não alcoólicas, cuja parcela de consumo fora de casa entre os homens era o dobro da observada para mulheres.

Por outro lado, as mulheres apresentaram maior proporção de consumo fora de casa do que os homens para preparações à base de pescado e vinho.

Entre os itens, o percentual de consumo fora do domicílio em relação ao consumo total é elevado para cerveja (51%), bebidas destiladas (44,1%), salgados fritos e assados (40,1%) e outras bebidas não alcoólicas (40,1%).Também são muito consumidos fora do ambiente doméstico sorvestes (37,2%), salgadinhos chips (32,7%), bolos recheados (32,6%) e refrigerantes (31,1%).

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