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Copom começa nesta terça reunião para definir juros, com expectativa de Selic em 14,5%

Mercado financeiro estima corte de 0,25 na taxa básica de juros do país, que valerá pelos próximos 45 dias

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mercado financeiro estima corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 14,75%.
  • Discussão sobre a decisão se inicia nesta terça-feira (28) pelo Copom do Banco Central.
  • Expectativa é de uma redução moderada da taxa, devido à incerteza econômica e alta das expectativas de inflação.
  • A nova taxa deve permanecer por pelo menos 45 dias, até a próxima reunião dos diretores do BC.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sob Galípolo, Banco Central decide nesta semana a nova taxa de juros Raphael Ribeiro/Banco Central - 26.03.2026

Apesar do cenário de incerteza e pressão inflacionária, o mercado financeiro estima um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira. A decisão começa a ser discutida nesta terça-feira (28) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. A Selic, atualmente fixada em 14,75%, terá o resultado divulgado na quarta-feira (29).

Segundo projeções do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, a expectativa predominante ainda é de uma redução mais moderada, o que levaria a taxa dos atuais 14,75% para 14,5% ao ano. A cautela reflete o cenário externo turbulento, depreciação do dólar e a alta recente das expectativas de inflação.


No encontro anterior, no dia 18 de março, o comitê reduziu a taxa para 14,75% pela primeira vez, interrompendo o ciclo de altas desde maio de 2024.

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.


Na última ata, o comitê informou que a decisão era compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, disse o documento.

Apesar de os diretores ressaltarem o aumento da incerteza, principalmente por conta da guerra no Oriente, deixaram em aberto a duração do ciclo de cortes.


Segundo eles, a magnitude e a continuidade dos cortes serão definidas com o tempo, em essência, para que possam aumentar “a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo.

Projeções do mercado

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros no fim de 2026 em 13%, segundo o relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (27).


Considerando 154 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, analistas projetam um corte de 0,25 ponto percentual. Especialistas ouvidos pelo R7 também acreditam que os diretores do BC devem optar pela redução da taxa básica de juros.

Além disso, diferente da última ata divulgada, a expectativa é de que os diretores sinalizem alguma projeção para junho.

A projeção para o fim de 2027 também se estabilizou em 11%. Um mês atrás, era de 10,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também continuou em 11%.

O que é a Selic?

A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico.

Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.

Maior nível em 20 anos

Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.

Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.

Até fevereiro deste ano, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006. Em março, o Copom decidiu reduzir em 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14,75%.

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