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Correios reabrem inscrições para plano de demissão voluntária nesta semana

Ação integra plano de reestruturação econômico-financeiro da estatal

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Correios reabrem inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) até 31 de março.
  • Expectativa de adesão de até 15 mil empregados até 2027, com economia prevista de R$ 2,1 bilhões anuais.
  • Novidades no PDV incluem fim das restrições de idade, permitindo adesão a qualquer empregado com 10 anos de casa.
  • Plano de reestruturação visa reequilibrar as finanças da estatal, que enfrenta um déficit superior a R$ 4 bilhões anuais.

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SP - CORREIOS/REESTRUTURAÇÃO/COLETIVA/EMMANOEL RONDON/PDV - ECONOMIA - Movimentação na Central de Distribuição   dos Correios, na zona sul da capital   paulista, nesta segunda-feira, 29 de   dezembro de 2025. O presidente dos   Correios, Emmanoel Rondon, disse que o   Programa de Demissão Voluntária (PDV)   como parte do processo de   reestruturação da companhia deve gerar   economia anual de R$ 2,1 bilhões, com   impacto pleno a partir de 2028. O   programa será aberto em janeiro de 2026   com potencial de adesão de até 15 mil   empregados entre 2026 e 2027.   29/12/2025 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
Programa de demissão voluntária deve gerar economia anual de R$ 2,1 bilhões Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo - 29.12.2025

Os Correios vão reabrir a partir desta semana as inscrições para o PDV (Plano de Desligamento Voluntário) dos empregados da estatal. A participação no programa é pessoal e voluntária e ficará aberta até 31 de março. Os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.

Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.


Os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil funcionários terceirizados.

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O PDV 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para o período de 2025-2027. O objetivo de reduzir os custos da empresa para garantir a sustentabilidade dos Correios e sua relevância social.


O Plano de Desligamento Voluntário de 2025 teve a adesão de cerca de 3.500 empregados da estatal.

Novidades do PDV 2026

Em mensagem divulgada a todos os empregados, a empresa informou que o novo Plano de Desligamento Voluntário mantém o incentivo financeiro praticado no PDB anterior, em 2025, e apresenta algumas novidades.


O PDV 2026 põe fim às restrições de idade máxima (antes destinado a quem tinha 55 anos e mais). Agora, qualquer empregado pode aderir ao plano, desde que tenha pelo menos dez anos de casa.

Outra condição é que o empregado tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses, nos últimos 60 meses. O interessado não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.


Pelas regras do PDV, os empregados e seus dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional.

Sustentabilidade financeira

Por fim, a comunicação interna reforça que o plano de reestruturação é necessário para reequilibrar a saúde financeira da estatal.

Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do plano de reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

A estatal projeta redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

O plano de restruturação também prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o país conta com mais de 10.350 unidades de atendimento (considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria). Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

Ainda está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar novos recursos e reduzir custos de manutenção.

Crise nos Correios

Após diagnóstico, os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

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