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Desaceleração da indústria: economista diz que é preciso ‘disciplina fiscal’ para reduzir os juros

Ricardo Buso coloca juros altos e tarifas de Trump como motivos para queda do setor em dezembro de 2025

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CNI aponta que os juros altos, atualmente em 15% ao ano, são responsáveis pela desaceleração da indústria no final de 2025.
  • Em dezembro, a indústria sofreu uma queda de 1,2%, afetando todos os setores, com destaque para uma queda de 8% em bens de capital.
  • Ricardo Buso atribui a queda ao ciclo de juros altos e tarifas dos EUA sobre produtos industrializados, como o café solúvel.
  • Ele enfatiza a necessidade de uma disciplina fiscal para controlar a inflação, já que a meta inflacionária de 3% está distante da realidade atual.

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A CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontou os juros básicos da economia como responsáveis pela desaceleração do setor no fim de 2025. Segundo a entidade, o ciclo de juros altos, que atualmente está em 15% ao ano, encareceu o crédito e reduziu o consumo.

A situação se agravou com a demanda interna insuficiente, e o economista Ricardo Buso analisou o cenário em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (4). “O mês de dezembro foi crítico, teve uma queda de 1,2% por todos os setores da indústria, por todos os segmentos industriais, destacando bens de capital com queda de 8% e bens duráveis com queda de 4%”, diz.


Ele explica que os motivos dessa queda no crescimento, em comparação ao ano de 2024, são os juros em alta e a tarifa dos EUA para os industrializados: “A maior parte já acabou, mas, por exemplo, café solúvel ainda tem esse problema, que pega o agro e pega a indústria dele também”, analisa.

Sobre a questão interna da Selic, Buso diz que é uma taxa punitiva para o setor produtivo, mas que não adianta colocar a culpa no Banco Central. É preciso, primeiro, uma disciplina fiscal do país para que os juros possam cair.


“Nós temos uma meta inflacionária de 3% ao ano [...]. Estamos bastante distantes da meta com um cenário de política fiscal fora de controle e era um instrumento que o Banco Central tem, então diante de uma política fiscal tão expansionista, ele precisou recorrer a isso ou não se cumpre a meta de inflação”, explica.

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