Economia Desemprego cai para 11,7%, mas atinge 12,4 milhões de brasileiros

Desemprego cai para 11,7%, mas atinge 12,4 milhões de brasileiros

Dados da PNAD Contínua mostram que informalidade continua puxando queda do desemprego no Brasil. Já são 11,6 milhões trabalhando sem carteira

Desemprego PNAD Contínua

Mercado informal continua puxando a queda do desemprego no Brasil

Mercado informal continua puxando a queda do desemprego no Brasil

CESAR BORGES/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 06.11.2018

O nível de desemprego caiu 0,6 pontos percentuais no Brasil entre agosto e outubro deste ano, impulsionado pelas contratações no período eleitoral e pelo mercado informal, mas ainda atinge 12,4 milhões de brasileiros.

Dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quinta-feira (29), mostram que a taxa de desocupação no trimestre fechado em outubro foi de 11,7% — no trimestre anterior, entre maio e julho, a taxa ficou em 12,3%, ou 12,8 milhões de desempregados.

Em nota, o IBGE informou que as contratações no período das eleições contribuíram para a queda no nível de desemprego, mas o instituto reforçou que a recuperação do mercado de trabalho é puxada principalmente pela informalidade.

“A desocupação vem em processo de queda e essa tendência é em função da entrada de pessoas trabalhando na informalidade. Os empregados com carteira de trabalho não dão nenhum sinal de aumentar. O que aumentam são os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria, principalmente sem CNPJ”, explica o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, em relato divulgado pela Agência IBGE.

Na comparação entre os dois últimos trimestres (maio a julho contra agosto a outubro), o número de trabalhadores sem carteira assinada passou de 11,1 milhões para 11,6 milhões, alta de 4,8%. Movimento semelhante é visto entre os trabalhadores por conta própria: eles eram 23,1 milhões e agora são 23,6 milhões.

As altas explicam o crescimento do número total de brasileiros com trabalho, que agora são 92,9 milhões — 1,2 milhão a mais do que o registrado no trimestre anterior.

Já o número de pessoas que desistiram de procurar emprego, os chamados "desalentados", se mantém estável em 4,7 milhões de brasileiros.

Mercado formal

Segundo a PNAD, o número de vagas formais, com carteira assinada, se manteve estável em 32,9 milhões.

Apesar da estabilidade, Azevedo diz que a queda na desocupação também foi favorecida pelas eleições, com alta no número de contratados no setor de informação e comunicação. “No grupo de Informação, estão as pessoas ocupadas nas pesquisas eleitorais, e no grupo de outros serviços, os cabos eleitorais e todo o pessoal que trabalhou fazendo campanha para os candidatos”, diz.

Lucas Martinez/Arte/R7
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