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Desemprego cresce em fevereiro e atinge 6,2 milhões de trabalhadores brasileiros

Apesar da alta do índice, resultado é o menor para o trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica, em 2012

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, com 6,2 milhões de brasileiros sem trabalho.
  • O índice, apesar de ter aumentado, é o menor para o período desde 2012.
  • A queda na população ocupada foi de 0,8%, mas mais de 1,5 milhão de pessoas conseguiram emprego no mesmo período.
  • A taxa de informalidade diminuiu de 37,7% para 37,5% da população ocupada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Resultado decorreu da perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro. Apesar da alta, porém, o índice é o menor para esse período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa mostra que 6,2 milhões de brasileiros em idade ativa não trabalhavam naquele trimestre. O aumento se deu pela perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção, comum no início do ano, segundo o IBGE.


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Para efeito de comparação, no trimestre de setembro a novembro de 2025, a taxa de desemprego no país estava em 5,2%. E no trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, em 6,8%.

Em relação à população ocupada (102,1 milhões de pessoas), o Brasil teve uma queda de 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro: o equivalente a 874 mil pessoas fora do mercado de trabalho. Contudo, mais de 1,5 milhão (1,5%) conseguiram emprego no período.


O nível da ocupação — percentual de pessoas em idade ativa e ocupadas — foi de 58,4%, com queda de 0,6 ponto percentual no trimestre considerado (59%) em relação ao anterior e crescimento de 0,4 ponto percentual em 12 meses (58%).

Na pesquisa, o IBGE também destacou que, no trimestre em questão, houve redução considerável nas vagas de trabalho em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com menos 696 mil pessoas, bem como na construção (menos 245 mil).


Renda média

Os brasileiros empregados receberam, em média, R$ 3.679 por mês, e a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 371,1 bilhões. Esse indicador se refere à soma dos rendimentos brutos geralmente recebidos por todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham na semana de referência para o levantamento. No caso do primeiro índice, houve crescimento de 2%, enquanto o segundo aumentou 6,9% (R$ 24,1 bilhões) no ano.

Além disso, houve aumento de salários nas áreas de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,1%, ou mais R$ 116); administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais R$ 140); e outros serviços (11,2%, ou mais R$ 313). As demais áreas não apresentaram variação significativa.


A taxa de informalidade teve queda de 0,02 ponto percentual e saiu de 37,7% (ou 38,8 milhões de pessoas) no trimestre encerrado em novembro último para 37,5% da população ocupada (38,3 milhões). Já no período de três meses que se encerrou em fevereiro de 2025, a informalidade era de 38,1% (38,4 milhões).

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