Economia Dólar cai 0,6% e fecha a semana negociado a R$ 4,09

Dólar cai 0,6% e fecha a semana negociado a R$ 4,09

Desvalorização que interrompe a sequência de duas altas seguidas da moeda norte-americana foi guiada por avanço de acordo entre EUA e China

Dólar

Dólar acumulou alta de 0,95% na semana

Dólar acumulou alta de 0,95% na semana

Jose Luis Gonzalez/Reuters - 12.2.2018

O dólar encerrou em queda de 0,68% ante o real nesta sexta-feira (11), vendido a R$ 4,0954. A movimentação interrompe a sequência de dois dias de alta da moeda norte-americana.

A queda do dólar ocorreu em sessão marcada por maior apetite por ativos de risco no exterior, diante de sinalizações positivas de EUA e China sobre o estado das negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,95%. Na B3, o dólar futuro tinha queda de 0,35%, a R$ 4,1015.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que seu país e a China chegaram a uma substancial fase 1 de um acordo comercial, chegando a acertos relacionados a propriedades intelectuais, serviços financeiros e grandes compras agrícolas.

Segundo o presidente norte-americano, os dois países estão próximos de encerrar uma guerra comercial que já dura 15 anos e tem afetado os mercados financeiros e cadeias de suprimento globais.

Para equipe de análise da Correparti Corretora, o otimismo pairou sobre os mercados de câmbio durante toda a sessão, e a notícia sobre o acordo deu "ainda mais força a esse movimento".

Na semana, no entanto, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,95%, após registrar maior queda semanal desde fevereiro na semana anterior, quando recuou 2,39% no acumulado.

A moeda norte-americana ganhou força contra o real, após a divulgação de dados mostrando que o país registrou deflação ao consumidor em setembro pela primeira vez em dez anos.

O número reforçou a aposta de mais cortes na taxa básica de juros do país e elevou a percepção de piora na relação risco/retorno de aplicações na renda fixa doméstica, o que poderia potencialmente limitar a oferta de dólar no país.