‘Dólar entra, recebe juros e vai embora’ do Brasil, alerta economista
Cotação da moeda norte-americana segue caindo no país, mas especialista explica que entrada de capital não está gerando riqueza
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Após as mudanças no tarifaço de Donald Trump, o dólar entrou em queda e atingiu nesta segunda-feira (23) o menor valor registrado desde 2024: R$ 5,16. Na manhã de terça (24), a moeda teve um aumento de dois centavos na cotação. Enquanto isso, a Ibovespa teve um recuo e chegou aos 188.853 pontos.
Segundo o economista Roberto Troster, o dólar pode continuar caindo. Ele explica que a ideia de câmbio flexível, na qual a moeda se baseou ao longo das últimas décadas, encontrou dificuldades para se adaptar ao mercado financeiro: “A ideia do câmbio flexível é que se você exportasse mais do que importasse, entrariam muitos dólares e eles valorizariam a moeda, tirariam um pouco de competitividade, equilibrariam o comércio mundial. [...] Isso ainda funciona, mas tem um segundo fator, que é o mercado financeiro”.
Na opinião do analista, a estratégia é arriscada e o dólar pode continuar a cair tanto pelos motivos financeiros quanto comerciais. “Esses dólares, em certo sentido, põem o câmbio para baixo, mas é dinheiro que entra, recebe juros e vai embora. Por um lado, estabiliza o câmbio, mas é uma estratégia arriscada”, analisou no Conexão Record News desta terça (24).
De acordo com Troster, os dólares que entram no país por conta dos juros altos logo vão embora ao primeiro sinal de ‘gripe’ na economia brasileira. Para ele, há outras formas de atrair capital estrangeiro de uma forma que, de fato, gere riqueza para o país.
“Para isso a gente tinha que começar a investir mais em outras coisas, quer dizer, aumento da competitividade, redução da burocracia, melhoras na segurança e outros fatores, aí o dinheiro viria e iria para o setor não financeiro, que seria melhor”, conclui.
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