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Dólar fecha a terça-feira em queda e vale R$ 3,69

Queda de 0,4% da moeda norte-americana foi guiada pela influência do noticiário político e cautela sobre o mercado externo

Economia|Do R7

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Dólar oscilou entre R$ 3,67 e R$ 3,73 na sessão
Dólar oscilou entre R$ 3,67 e R$ 3,73 na sessão

Depois de muito vaivém, o dólar terminou a terça-feira (30) em baixa ante o real, sob influência do noticiário político positivo e com alguma cautela sobre o mercado externo.

Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,4%, a R$ 3,6906 na venda, depois de marcar a mínima de R$ 3,6782 e a máxima de R$ 3,7366.


"Trouxe tranquilidade a fala sobre Previdência, BC, permanência do Ilan. Mas amanhã tem a formação da taxa Ptax [de fim de mês], na sexta-feira, payroll (relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos), com o Brasil fechado", destacou o superintendente da Corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva, mencionando o feriado de Finados na sexta-feira.

A Ptax é uma taxa usada na liquidação de diversos derivativos cambiais.


Logo cedo, os investidores já digeriam a informação de que Bolsonaro vai conversar com o governo do presidente Michel Temer na próxima semana para discutir projetos que possam ser aprovados ainda este ano no Congresso Nacional, incluindo a reforma da Previdência.

Em entrevista na véspera, Bolsonaro afirmou ainda que irá tentar impedir que o Congresso aprove neste ano medidas chamadas pautas-bomba -projetos que elevam despesas ou renúncias fiscais-, para que não afetem ainda mais as contas públicas.


Já o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, negou nesta terça-feira que o governo planeje vender as reservas internacionais, a não ser no caso de um "ataque especulativo" que fizesse o dólar atingir o patamar de R$ 5. Ele também defendeu a permanência de Ilan Goldfajn como presidente do Banco Central, embora isso ainda não esteja definido, e que o BC deve ser independente e ter mandato não coincidente com o do presidente da República.

Na reta final da sessão, a informação de que o novo governo vai reduzir o número de ministérios para 15 ou 16 e unir a Fazenda com o MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e com o Planejamento, ajudou a garantir o fechamento em queda para o dólar.


"O comprometimento com a agenda econômica e priorização da mesma é um forte sinal na direção do mercado, mesmo que a execução disso ainda seja complexa em 2018", destacou a corretora XP em relatório.

Ação do BC

A expectativa sobre a rolagem do vencimento de dezembro de swaps cambiais tradicionais — equivalente à venda futura de dólares — trouxe alguma cautela aos investidores mais cedo.

"O volume é expressivo. O BC tem anunciado sua intenção de rolar geralmente no final do mês. Como o dólar caiu bastante esse mês, há a dúvida sobre se haverá ou não rolagem integral", disse o gestor de derivativos de uma corretora estrangeira.

Em dezembro, vencem US$ 12,217 bilhões em swaps cambiais. Além disso, no dia 5 de novembro vencem US$ 900 milhões em linha, que o mercado acredita que o BC pode deixar vencer.

Nesta terça-feira, o BC vendeu 6.530 contratos de swap cambial tradicional, concluindo a rolagem dos US$ 8,027 bilhões que vencem em novembro.

No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas, tendo atingido uma máxima de 16 meses em meio a sinais de que a economia dos Estados Unidos está crescendo mais que a de seus pares. Ante as emergentes, no entanto, o dólar operava majoritariamente em queda.

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