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Dólar fecha a terça-feira estável e vale R$ 3,16

Alta de 0,03% da moeda foi guiada pela espera de votações no Congresso

Economia|Do R7

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Dólar variou entre R$ 3,15 e R$ 3,17 na sessão
Dólar variou entre R$ 3,15 e R$ 3,17 na sessão

O dólar encerrou a terça-feira (29) praticamente estável ante o real, à espera das votações no Congresso Nacional das novas metas fiscais e dos destaques à medida provisória que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) e com a redução da aversão ao risco após novo episódio de tensão geopolítica.

Na sessão, o dólar avançou 0,03%, a R$ 3,1632 na venda, depois de bater a máxima de R$ 3,1774 e a mínima de R$ 3,1587. O dólar futuro caía cerca de 0,1%.


"Temos uma combinação de cautela com o exterior e também com as votações internas, que não estão em condições normais", afirmou o analista-chefe da empresa de investimentos Rico, Roberto Indech.

Os investidores passaram o dia monitorando os trabalhos no Congresso Nacional, onde devem acontecer ainda nesta sessão as votações do projeto que altera as metas de déficit primário para 2017 e 2018, na CMO (Comissão Mista do Orçamento), e dos destaques da medida provisória que cria a TLP (Taxa de Longo Prazo) na Câmara dos Deputados.


Havia cautela dos investidores em razão de a Câmara não ser presidida pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Com a viagem do presidente Michel Temer à China, acompanhado do primeiro-vice-presidente da Câmara, as sessões serão comandadas pelo segundo-vice-presidente, André Fufuca (PP-MA), que está na primeira legislatura como deputado federal.

A aversão ao risco no cenário externo também marcou esse pregão, mas perdeu força mais à tarde. Os investidores ficaram preocupados após novo episódio envolvendo a Coreia do Norte, que disparou um míssil na noite passada que voou sobre o Japão e aterrissou em águas do Pacífico na costa da região de Hokkaido, no norte do Japão, informaram Coreia do Sul e Japão, em acentuado aumento das tensões na península coreana.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu dizendo que todas as opções estão sobre a mesa para responder à Coreia do Norte.

"Conforme vimos recentemente, e recorrentemente, essa tensão ganha fôlego, mas logo se dissipa com investidores lendo que dificilmente teremos uma guerra de fato", afirmou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

O dólar passou a registrar leve alta ante uma cesta de moedas, depois de tocar a mínima de dois anos e meio mais cedo, no auge da aversão ao risco desta terça-feira. A moeda norte-americana caía ante divisas de emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.

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