Economia Dólar opera estável e vale R$ 5,65 nos primeiros negócios da semana

Dólar opera estável e vale R$ 5,65 nos primeiros negócios da semana

Moeda norte-americana sobe 0,07% na manhã desta segunda-feira (10) com investidores atentos à saúde das contas públicas

Reuters
Dólar opera cotado a R$ 5,6359

Dólar opera cotado a R$ 5,6359

Rick Wilking/Reuters

O dólar começava a semana com estabilidade frente ao real, em segunda-feira (10) marcada por temores internacionais sobre aumentos de juros nos Estados Unidos e infecções crescentes por Covid-19, enquanto, no Brasil, investidores monitoravam as perspectivas da saúde das contas públicas.

Às 9h05 (de Brasília), a moeda norte-americana à vista avançava 0,07%, a R$ 5,6359 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,04%, a R$ 5,6625.

A moeda negociada no mercado interbancário fechou a última sessão, na sexta-feira, em queda de 0,85%, a R$ 5,6318, menor patamar desde 30 de dezembro (R$ 5,5735).

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de seis rivais fortes tinha alta de 0,22%, enquanto peso mexicano, peso chileno e rand sul-africano, moedas emergentes pares do real, oscilavam entre estabilidade e leve queda frente à divisa dos EUA.

"A manhã está sendo marcada por mais uma rodada de abertura de taxa dos juros americanos, com os papéis de dez anos testando o patamar de 1,80%", comentou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. "Enquanto as taxas estiverem nesta trajetória ascendente, de maneira rápida e acentuada, estaremos suscetíveis a espasmos de maior volatilidade no mercado."

Dados de sexta-feira, que mostraram criação de vagas decepcionante nos Estados Unidos, frearam momentaneamente a tendência internacional de valorização dólar no final da semana passada, mas leituras positivas sobre o desemprego e ganhos salariais reforçam, segundo especialistas, argumentos a favor de aumento de juros já em março pelo Banco Central dos EUA.

Além da perspectiva de aperto monetário nos EUA, que tem potencial de reduzir a atratividade de ativos de mercados emergentes, investidores monitoravam nesta segunda-feira o noticiário em torno da disseminação da Covid-19.

A variante Ômicron do coronavírus está aumentando a pressão sobre os sistemas de saúde da Europa e dos Estados Unidos, enquanto vários países ao redor do globo têm registrado números recordes de infecções pela doença nos últimos dias.

Enquanto isso, no Brasil "uma nova dor de cabeça fiscal veio à tona", disseram economistas do Citi em relatório divulgado nesta segunda-feira. O comentário faz referência às pressões recentes do funcionalismo público por reajustes salariais, após várias categorias de servidores anunciarem planos de paralisações e entregas de cargos.

"Essa questão não é comparável aos desafios recentes [Auxílio Brasil e pagamentos de precatórios] em termos de seu potencial de causar estragos para o real. No entanto, ainda deve ser monitorada", afirmou o banco norte-americano, acrescentando que parte da volatilidade vista no mercado de câmbio na semana passada pode ser atribuída à liquidez extremamente baixa.

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