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Economista cita Argentina e diz que Brasil ‘tem condições de crescer mais’

Projeções para o país vizinho indicam 4% de crescimento; no Brasil, não mais que 2%; veja análise do cenário econômico

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A estimativa de inflação para 2026 foi reduzida de 4,02% para 4% no Boletim Focus do Banco Central.
  • As análises indicam um possível corte na taxa Selic, que deve beneficiar a economia e diversos setores.
  • O economista Roberto Troster prevê aumento no crescimento do Brasil, em contraste com Argentina, China e Índia.
  • Gastos elevados em juros podem impactar negativamente a economia, com previsão de R$ 1 trilhão em despesas este ano.

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A estimativa da inflação para 2026 foi reduzida de 4,02% para 4% no último boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26). A pesquisa, conduzida pelo Banco Central, mostra uma projeção para o INPC (Índice nacional de Preços ao Consumidor) menor do que o registrado no último ano, que somou 4,26%.

O otimismo do mercado vem atrelado às análises realistas de um possível corte na taxa Selic pelo BC, explica o economista Roberto Troster em entrevista ao Conexão Record News desta segunda. Segundo ele, há um consenso no mercado de que o corte da taxa básica de juros ocorra em março, o que deve beneficiar diversos setores, como a dívida pública e oportunidades de investimentos.


BC divulga estimativa da inflação para 2026 com redução de 4,02% para 4% Reprodução/Record News

Além de uma redução da inflação, Troster aposta em um aumento na projeção de crescimento do país, que pode variar de 1,8% para 2%. “O Brasil tem condições de crescer mais. As projeções são de um crescimento de 4% para a Argentina, 4,5% para a China, 6% para a Índia. E o Brasil tem tudo que esses países têm e um pouco mais”.

Em um ano eleitoral, em que naturalmente se gasta mais, o economista acende o alerta para o aumento desses gastos atrelados a uma taxa de juros alta. Nesse cenário, ele aponta que um crescimento da dívida acaba direcionando automaticamente mais recursos para o pagamento de juros.


“Só para dar um número, você estima um superávit primário da ordem de R$ 40 bilhões esse ano. E você estima gastos em juros superiores a R$ 1 trilhão, você vai gastar 25 vezes mais em juros do que o déficit primário. Então a conta de juros é o que está matando. Então a gente deveria olhar um pouquinho mais para isso”, conclui.

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