Economista explica estratégia de Trump ao manter sobretaxa de 40% a produtos brasileiros
Especialista considera que outros mercados foram privilegiados por Washington na hora de negociar tarifas comerciais; entenda o motivo
Economia|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
A sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros continua sendo o maior obstáculo para os exportadores. Apesar da retirada da tarifa de 10% para cerca de 80 itens, a medida é considerada insuficiente pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), já que esses produtos representam apenas 11% do total exportado ao país.

Ao Conexão Record News de segunda-feira (17), o economista Rodrigo Simões avalia que quase 90% das mercadorias brasileiras seguem com tarifas próximas a 50%, o que coloca o Brasil em desvantagem frente a concorrentes como o Vietnã, que teve impostos zerados em alguns produtos. Isso, segundo o especialista, faz parte de uma estratégia para arrecadar mais.
“O presidente Donald Trump está fazendo uma análise e tomando algumas decisões, que são estratégicas, das importações dos produtos [...]. Ele está levando em consideração uma parte importante, que é o custo da moeda. Por exemplo, ele baixou o café do Vietnã, ele baixou de 20% de imposto de importação para zero. Ou seja, porque para ele, essa parte do café feito lá no Vietnã, que no custo da moeda foi muito mais desvalorizada que o real, para ele saiu muito mais barato. E por que ele não igualou com a do Brasil? Porque também o Brasil, como tem uma capacidade de produzir mais, de exportar mais e depende muito mais de importação do que o Vietnã, é uma forma também do governo americano arrecadar impostos. Porque essa tarifa de importação vai para os cofres públicos americanos”, argumenta.
Simões avalia que o Brasil demorou a reagir às sobretaxas e precisa acelerar negociações para reduzir tarifas. Para ele, a manutenção das tarifas impacta não só exportadores brasileiros, mas também consumidores americanos, que já enfrentam preços mais altos em produtos como café.
“Acredito que a gente pode prosseguir numa negociação, mas tem que trabalhar bastante, e o governo tem que batalhar para proteger as nossas indústrias [...] porque os Estados Unidos não estão preocupados com a população americana; eles estão preocupados com o caixa do governo, que está faltando dinheiro. Por isso, estão cobrando mais tarifas de todos os países”, pontua o especialista.
O PlayPlus agora é RecordPlus: mais conteúdo da RECORD NEWS para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!













