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Economista explica estratégia de Trump ao manter sobretaxa de 40% a produtos brasileiros

Especialista considera que outros mercados foram privilegiados por Washington na hora de negociar tarifas comerciais; entenda o motivo

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A sobretaxa de 40% dos EUA sobre produtos brasileiros prejudica exportadores.
  • A retirada da tarifa de 10% foi considerada insuficiente pela CNI.
  • Tarifas elevadas impactam tanto exportadores brasileiros quanto consumidores americanos.
  • Economista ressalta que EUA priorizam arrecadação em vez de proteção ao consumidor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros continua sendo o maior obstáculo para os exportadores. Apesar da retirada da tarifa de 10% para cerca de 80 itens, a medida é considerada insuficiente pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), já que esses produtos representam apenas 11% do total exportado ao país.

Mercadorias brasileiras ainda seguem sobretaxadas apesar de avanço nas tratativas com governo Trump Reprodução/Record News - 02.09.2025

Ao Conexão Record News de segunda-feira (17), o economista Rodrigo Simões avalia que quase 90% das mercadorias brasileiras seguem com tarifas próximas a 50%, o que coloca o Brasil em desvantagem frente a concorrentes como o Vietnã, que teve impostos zerados em alguns produtos. Isso, segundo o especialista, faz parte de uma estratégia para arrecadar mais.


“O presidente Donald Trump está fazendo uma análise e tomando algumas decisões, que são estratégicas, das importações dos produtos [...]. Ele está levando em consideração uma parte importante, que é o custo da moeda. Por exemplo, ele baixou o café do Vietnã, ele baixou de 20% de imposto de importação para zero. Ou seja, porque para ele, essa parte do café feito lá no Vietnã, que no custo da moeda foi muito mais desvalorizada que o real, para ele saiu muito mais barato. E por que ele não igualou com a do Brasil? Porque também o Brasil, como tem uma capacidade de produzir mais, de exportar mais e depende muito mais de importação do que o Vietnã, é uma forma também do governo americano arrecadar impostos. Porque essa tarifa de importação vai para os cofres públicos americanos”, argumenta.

Simões avalia que o Brasil demorou a reagir às sobretaxas e precisa acelerar negociações para reduzir tarifas. Para ele, a manutenção das tarifas impacta não só exportadores brasileiros, mas também consumidores americanos, que já enfrentam preços mais altos em produtos como café.


“Acredito que a gente pode prosseguir numa negociação, mas tem que trabalhar bastante, e o governo tem que batalhar para proteger as nossas indústrias [...] porque os Estados Unidos não estão preocupados com a população americana; eles estão preocupados com o caixa do governo, que está faltando dinheiro. Por isso, estão cobrando mais tarifas de todos os países”, pontua o especialista.

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