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Elevado crescimento e desigualdade social aproximam ditadura brasileira da China atual

Produção nacional brasileira em 1973 foi quase o dobro do PIB chinês de 2013

Economia|Do R7*

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Atual presidente chinês e Emilio Garrastazu Medici, comandante do Brasil quando o crescimento nacional foi de 14%
Atual presidente chinês e Emilio Garrastazu Medici, comandante do Brasil quando o crescimento nacional foi de 14%

O crescimento do PIB brasileiro registrado em 1973, de 14%, foi surpreendente, tanto que nunca mais o índice foi atingido. Se comparado com a atual situação mundial, a produção nacional no período foi quase o dobro da chinesa em 2013, que alcançou 7,7%.

Frente a expansão significativa das duas economias, o R7 consultou especialistas para avaliar as semelhanças e diferenças entre os dois cenários econômicos.


De acordo com as fontes consultadas, ambos os governos se caracterizam por serem regimes extremamente controladores, com forte intervenção do Estado na economia e extrema desigualdade social entre a população.

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Comparação difícil

Por outro lado, o o professor do departamento de ciências econômicas da UNESP, Adilson Marques Gennari, diz que se trata de uma comparação complicada, porque acredita que a China não vive um período de expansão que depois vai acabar, como aconteceu com o Brasil.


— O governo chinês quer ser a primeira potência do mundo, ultrapassar a produção dos Estados Unidos, e faz políticas de planejamento para isso. Então, não acho que eles estão tendo só um milagre.

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O economista, professor e historiador Pedro Cezar Dutra Fonseca também avalia que traçar uma comparação entre os dois desenvolvimentos é extremamente complicado, por se tratar de situações históricas muito distintas.

— É completamente diferente porque o crescimento da China hoje se dá com base em boa parte do mercado externo e também agora tentando mudar para o mercado interno chinês que é enorme. Já no caso brasileiro, foi um crescimento voltado para dentro e, principalmente, para a população de alta renda.

Indústria Nacionalista

Para Gennari, o desenvolvimento econômico chinês é genuinamente nacional, em condições de trabalho péssimas, semelhantes à da revolução industrial.

— Eles exportam as empresas para lá, porque podem operar com o trabalho sendo escravo e obter lucros fantásticos, vendendo para o mundo inteiro. (...) Então, a China se transforma em uma plataforma de produção mundial, em função do tipo de economia que reina por lá.

*Colaborou Alexandre Garcia, estagiário do R7

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