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Em ata, Copom confirma redução do corte de juros, mas sinaliza manter política restritiva

Na última semana, o Banco Central decidiu manter a taxa básica em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva

Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central manteve a taxa de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva.
  • Copom sinaliza possível flexibilização da política monetária na próxima reunião.
  • A decisão de manutenção se deve a incertezas no ambiente econômico externo e tensões geopolíticas.
  • A autoridade monetária garante que a flexibilização não afetará a estabilidade dos preços.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Prédio do Banco Central em Brasília
Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 26/10/2023

O Banco Central divulgou nesta terça-feira (3) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. Segundo o documento, a estratégia usada está sendo “adequada”, porém é esperado que iniciem, na próxima reunião, a flexibilização da política monetária, mas garantindo uma “restrição adequada”.

Segundo o comitê, será mantido o patamar "juros em níveis restritivos“, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta, dada a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho”.


A decisão em manter a taxa se dá, principalmente, pelo ambiente externo incerto, sobretudo em razão da conjuntura econômica e da política adotada pelos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Segundo a autoridade monetária, esse cenário, somado às tensões geopolíticas, exige maior cautela por parte dos países emergentes.

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No documento, o Banco Central ressalta que o início da flexibilização não terá prejuízo na estabilidade dos preços. A ideia é que a redução suavize as flutuações do nível de atividade econômica e estimule o emprego.


Apesar de ter sinalizado uma flexibilização, a autoridade monetária informou que a magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária serão determinadas ao longo do tempo, “à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, permitindo uma avaliação mais precisa”.

“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços ainda dificultam a identificação de tendências claras”, diz a ata.

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