Em ata, Copom confirma redução do corte de juros, mas sinaliza manter política restritiva
Na última semana, o Banco Central decidiu manter a taxa básica em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O Banco Central divulgou nesta terça-feira (3) a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. Segundo o documento, a estratégia usada está sendo “adequada”, porém é esperado que iniciem, na próxima reunião, a flexibilização da política monetária, mas garantindo uma “restrição adequada”.
Segundo o comitê, será mantido o patamar "juros em níveis restritivos“, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta, dada a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho”.
A decisão em manter a taxa se dá, principalmente, pelo ambiente externo incerto, sobretudo em razão da conjuntura econômica e da política adotada pelos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Segundo a autoridade monetária, esse cenário, somado às tensões geopolíticas, exige maior cautela por parte dos países emergentes.
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No documento, o Banco Central ressalta que o início da flexibilização não terá prejuízo na estabilidade dos preços. A ideia é que a redução suavize as flutuações do nível de atividade econômica e estimule o emprego.
Apesar de ter sinalizado uma flexibilização, a autoridade monetária informou que a magnitude e a duração do ciclo de distensão monetária serão determinadas ao longo do tempo, “à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises, permitindo uma avaliação mais precisa”.
“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços ainda dificultam a identificação de tendências claras”, diz a ata.
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