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Empresário supera dificuldades e cria uma das três maiores redes de academia da América Latina

Expectativa é que Selfit termine 2017 com lucro de R$ 110 milhões

Economia|Do R7

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Nelson Lins foi vendedor, modelo, trabalhou em banco e conquistou o negócio próprio
Nelson Lins foi vendedor, modelo, trabalhou em banco e conquistou o negócio próprio

O empresário Nelson Lins, dono da rede de academias Selfit, nasceu em Recife e, lá, trilou uma trajetória de sucesso no mercado fitness. Nelson já passou necessidades, atuou como modelo, foi vendedor, gerente de banco e, agora, tem o próprio negócio.

Por mais que tenha nascido em uma família de classe média, Nelson enfrentou dificuldades financeiras quando os pais se separaram. Quando adolescente, chegou a dormir no bicicletário do prédio porque não tinha dinheiro para pagar o ônibus de volta para casa. Ele visitava a namorada e, como a família dela não permitia que ele dormisse na casa da jovem. 


Na tentativa de mudar de vida, Nelson começou a trabalhar aos 18 anos de idade. Atuar como modelo e como vendedor foram as atividades que ocuparam o empresário até os 23 anos. Até que, ao atingir esta idade, se candidatou para uma vaga no banco Bradesco. Ao ser aprovado, Nelson viu no emprego uma oportunidade de mudar de vida e se dedicou para constituir uma carreira dentro da empresa, na qual atuou até chegar ao cargo de gerente da companhia. 

— Sempre fui muito bom vendedor e decidi arriscar em 2009 apesar de bater todas as metas no banco. Montei um projeto, pensei no tipo de empresa que poderia abrir e teria prazer em trabalhar. Sempre gostei da área de esportes e durante seis meses fiz o projeto para abrir uma academia.


Dentro do banco, Nelson recebia um salário que girava em torno de cinco a seis mil reais. No entanto, precisava desembolsar R$ 300 mil para conseguir colocar em prática o projeto que havia estudado para a academia. Com o objetivo de mudar o ‘fitness’ no Brasil, Nelson resolveu se arriscar e investir no sonho de ter o negócio próprio.

— Percebi que o emprego no banco era extremamente incerto e percebi que precisava ousar. Quando pesquisei o mercado vislumbrei revolucionar o fitness no Brasil. As pessoas falavam que eu era sonhador e louco. Passei muita dificuldade nos primeiros anos da empresa, pois foi no auge da crise de 2009 quando todos falavam que era impossível conseguir crédito nos bancos.


Para começar a ver o sonho tomar forma, Nelson precisaria fazer um empréstimo no banco.

— Apresentei o projeto no Banco do Brasil e fui aprovado. Usei a rescisão do Bradesco, peguei R$ 220 mil emprestados do Banco do Brasil e abri uma unidade de médio porte em Recife. Fiquei até 2012 com essa unidade para tentar fazer um projeto maior.


Em sociedade com o colega José Leonardo, Nelson viu que negócio tinha grande potencial para ser expandido. Os dois montaram uma academia em Salvador e, a partir de então, inauguraram mais cinco unidades em João Pessoa. Segundo o empresário, o negócio aumentou consideravelmente depois de receber um investimento americano. Nelson uniu a vontade de ser bem-sucedido com a paixão pelo trabalho. 

Mesmo ouvindo que era louco e que o projeto era muito ousado, Nelson seguiu em frente. Hoje, a rede de academias tem 18 espaços em cidades do nordeste do Brasil, como Salvador, João Pessoa e Maceió. A expectativa é que companhia termine o ano com 35 unidades e feche 2020 com 105 academias. 

A estimativa é que a companhia lucre R$ 110 milhões em 2017. Hoje é considerada uma das três maiores da América Latina. 

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