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Empresas se adaptam a novos modelos de trabalho mesmo com escala 6x1 ainda em discussão

Governo deve enviar novo projeto em caráter de urgência ao Congresso para acelerar discussão

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo planeja enviar um projeto ao Congresso para discutir o fim da escala 6x1 no trabalho.
  • A proposta será analisada em regime de urgência pela Câmara dos Deputados e Senado em 45 dias.
  • Embora a mudança possa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, setores como petroquímica e siderurgia podem enfrentar dificuldades.
  • Algumas empresas já estão adaptando suas jornadas de trabalho para modelos diferentes do 6x1, especialmente no setor de supermercados.

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O governo planeja acelerar o debate sobre o fim da escala 6x1 com o envio ao Congresso de um projeto próprio para acabar com esse modelo de trabalho. A decisão deve acontecer mesmo com a tramitação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o assunto ter avançado nesta semana na Câmara dos Deputados.

O projeto do Palácio do Planalto defende que o texto seja submetido em regime de urgência, no qual Câmara e Senado teriam 45 dias para analisar a proposta. Com as discussões sobre os aspectos do projeto, o economista Ricardo Buso explica que é impossível ter um consenso sobre todos os setores, uma vez que cada um terá impactos diferentes.


Funcionária, com cabelo preso em coque, blusa cinza e calça preta, dobra roupas próxima a um balcão em uma loja de roupas
Economista avalia que não é possível chegar a um acordo perfeito para todos os setores Reprodução/Record News

Dos lados positivos, Buso menciona a possibilidade de melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores, sendo isso algo que também poderia refletir em ganhos de produtividade — algo que ele destaca como essencial para o país. Já outro ponto importante destacado, seria o aumento dos gastos no setor de serviços com o maior fluxo de clientes com mais horários de lazer.

Entre os pontos negativos, o economista lista possíveis dificuldades para empregadores que trabalham com as empresas 24 horas por dia, como a petroquímica e siderurgia. As pressões nesse setor poderiam sair como um “tiro pela culatra”, com a possibilidade de mais investimentos em automação ao invés de mão de obra.


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Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (12), Buso ressalta que o momento de pleno emprego no país é propício para a reivindicação da população e que, apesar de críticas, algumas empresas já estão adaptando suas jornadas para o modelo.

“O que nós estamos vendo é que essa medida já está sendo discutida, tratada há muito tempo na mídia, e já há anúncios de grandes redes, principalmente de supermercados, que já se adaptaram sem a escala 6x1. E olha que supermercado atende os 7 dias por semana, não 24 horas por dia na maioria dos casos, mas é sempre uma escala muito complicada, e já deram jeito para isso algumas redes sim”, finaliza.

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