Entenda o que fez Trump buscar reaproximação com o Brasil do ponto de vista econômico
Presidente americano conversou com Lula por telefone e afirmou que irá visitar o país
Economia|Do R7
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A conversa por telefone entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nesta segunda-feira (6), marcou uma aproximação entre os presidentes de Brasil e Estados Unidos. Em tom amigável, Trump afirmou que virá ao Brasil e contrastou com a crise que se intensificou depois do líder americano anunciar tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros importados pelos estadunidenses.
Para o economista Miguel Daoud, apesar de ser uma ligação mais diplomática do que técnica para resolver a questão das tarifas, o movimento já é muito bem-visto, principalmente pelos elogios feitos a Lula por Trump.
“A imprensa, naquele momento, foi pega de surpresa, uma vez que ninguém esperava que isso pudesse acontecer na segunda-feira, ontem. Isso foi positivo. O Brasil abriu as portas para que possa haver aí uma negociação mais técnica, o que é muito positivo para o Brasil e também para os Estados Unidos”, comenta.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (7), o economista analisa os possíveis motivos por trás da mudança no discurso do republicano. O primeiro ponto destacado por ele são as motivações por trás da imposição das sobretaxas nos produtos brasileiros, devido às acusações de Trump de uma possível perseguição a Jair Bolsonaro na Justiça — o que gerou um mal-estar por não haver embasamentos técnicos na decisão.
Algo que também preocupa os americanos é a habilidade dos produtos brasileiros em encontrarem compradores em outros lugares do mundo, como o Oriente Médio e Europa. Com a expansão para novos e antigos mercados, os Estados Unidos podem perder mais influência sobre o comércio do Brasil e abrir espaço para uma maior dominância chinesa, o que não seria interessante para Washington.
“Isso tudo acabou, levou o Trump a dizer o seguinte: ‘olha, o Brasil é um país importante para nós’. Para o Brasil, os Estados Unidos são importantes, são dois países grandes da América que não podem ficar com essa hegemonia e isso vai acabar prejudicando a todos”, completa.
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