Focus da semana projeta PIB fraco, juros ainda de dois dígitos e inflação dentro da meta
Relatório do mercado divulgado pelo Banco Central mantém crescimento baixo para 2026 e eleva previsão da Selic
Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Projeções do mercado financeiro divulgadas pelo Banco Central indicam cenário de crescimento limitado, juros elevados e inflação próxima do teto da meta nos próximos anos.
A mediana do relatório Focus aponta expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,82% em 2026. Um mês antes, previsão indicava 1,80%. Entre estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador subiu de 1,85% para 1,87%.
O próprio Banco Central elevou a projeção de crescimento da economia neste ano. No Relatório de Política Monetária do quarto trimestre, a estimativa passou de 2,0% para 2,3%.
A revisão considera mudanças nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais, com impacto maior na agropecuária durante o primeiro semestre, além de desempenho do terceiro trimestre acima da expectativa.
Para 2027, a mediana das projeções do Focus permaneceu em 1,80% pela décima semana consecutiva. Entre previsões atualizadas recentemente, cálculo recuou de 1,80% para 1,75%.
No horizonte mais longo, projeções mostram estabilidade. Estimativas para 2028 e 2029 continuam em 2,00%.
Juros seguem elevados
No campo da política monetária, previsões indicam manutenção da taxa básica em patamar elevado.
A mediana do Focus para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,00% para 12,13%. Entre estimativas atualizadas nos últimos dias, a projeção apresentou o mesmo avanço.
Para 2027, o cálculo permaneceu em 10,50% pela 56ª semana seguida. No caso de 2028, a previsão continua em 10,00%. Para 2029, a estimativa segue em 9,50%.
Atualmente, a taxa básica permanece em 15% ao ano após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de janeiro.
Segundo a ata do encontro, integrantes do colegiado avaliam a possibilidade de mudança na condução da política monetária nos próximos meses.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse a ata da decisão.
Inflação perto do limite da meta
Previsões para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) indicam inflação próxima do centro da meta, porém ainda acima do nível definido pelo sistema de metas.
A mediana do Focus para 2026 permaneceu em 3,91%. O resultado representa 0,91 ponto percentual acima do centro da meta, estabelecido em 3%.
Entre projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, o indicador passou de 3,91% para 3,92%.
Para 2027, a estimativa subiu levemente de 3,79% para 3,80%. No recorte das projeções recentes, o cálculo avançou de 3,74% para 3,81%.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram inflação acumulada de 4,26% em 2025. O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, de 4,31%, e também inferior à projeção do Banco Central, de 4,4%.
De acordo com a trajetória divulgada pelo Copom, a projeção da autoridade monetária indica inflação de 3,4% ao fim de 2026. No horizonte relevante de política monetária, localizado no terceiro trimestre de 2027, estimativa aponta taxa anual de 3,2%.
Desde 2025, o sistema de metas opera com modelo contínuo. O centro permanece em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo durante seis meses consecutivos, o Banco Central passa a ser considerado fora do objetivo.
No Focus desta segunda-feira (9), previsões para 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%.
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