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Galípolo prega cautela com inflação mesmo após freio na alta dos juros

Presidente do BC reconhece melhora nos preços, mas alerta para economia resistente e expectativas ainda acima da meta

Economia|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A sessão da CPMI do INSS, marcada para esta segunda-feira, foi cancelada.
  • O deputado Edson Araújo, investigado pela Polícia Federal, está em recuperação após cirurgia e não poderá comparecer.
  • O depoimento do empresário Paulo Camisotti também foi cancelado devido à apresentação de atestado médico.
  • O presidente da comissão, senador Carlos Viana, afirmou que medidas legais serão tomadas contra tentativas de procrastinação das investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, usou o termo 'calibragem' para definir taxa de juros atual ABBC/Reprodução - 09.02.2026

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu cautela na condução da política monetária, mesmo após sinais de alívio no cenário inflacionário. Segundo ele, a interrupção da alta da Selic, mantida em 15% por um período prolongado, trouxe melhora nos indicadores, mas ainda não permite comemoração.

“Esta não é a volta da vitória, porque há dados mostrando resiliência econômica”, afirmou Galípolo, durante evento promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos), em São Paulo.


De acordo com o presidente do BC, tanto a inflação corrente quanto as expectativas apresentaram avanço positivo desde o fim do ciclo de aperto monetário. Ainda assim, as projeções seguem acima da meta e continuam a preocupar a autoridade monetária.

“Existe a necessidade de se reconhecer que houve melhora entre o período em que concluímos a alta de juros e agora. Existe melhora nas expectativas e na inflação corrente”, declarou.


Apesar desse movimento, Galípolo destacou que a economia brasileira mantém fôlego, especialmente no mercado de trabalho. “Temos evidências de mercado de trabalho apertado”, ressaltou.

O chefe do BC lembrou que o aumento dos juros ocorreu em um momento no qual as expectativas de inflação se aproximavam de 6% e os preços dos alimentos chegaram perto de 17%. Segundo ele, a inflação acabou reagindo melhor do que o esperado em um ambiente de juros elevados, mas a atividade econômica também seguiu resistente.


Cenário internacional

Galípolo também comentou os efeitos da política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, parte dos riscos previstos acabou se concretizando, porém de forma diferente do esperado.

Segundo o presidente do Banco Central, surgiu uma “correlação inusitada” em momentos de aversão ao risco, com impacto considerado positivo para países emergentes. “Isso é contraintuitivo ao que se espera”, afirmou.


Nesse contexto, o Brasil passou a ser visto como uma alternativa de proteção para investidores, em razão da menor exposição às disputas tarifárias envolvendo os Estados Unidos.

Apoio político e caso Master

Durante o evento, Galípolo também agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pelo apoio à atuação do Banco Central no caso envolvendo o Banco Master, liquidado de forma extrajudicial em novembro.

“Eu agradeço a Deus de estar passando por um processo como esse tendo Lula como presidente”, disse.

O presidente do BC citou declarações públicas nas quais Lula reforçou a autonomia do Banco Central e da Polícia Federal. Segundo Galípolo, esse respaldo garante tranquilidade ao trabalho de supervisão.

“O que essa experiência traz para que a gente consiga desenvolver nosso trabalho é muito importante”, concluiu.

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