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‘Grande avanço’, diz economista sobre correção dos saldos do FGTS pelo IPCA

Decisão do STF visa impedir que dinheiro do trabalhador desvalorize com o passar do tempo

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF decide que saldos do FGTS devem ser corrigidos pelo índice da inflação.
  • A correção vale apenas para novos depósitos, sem pagamento retroativo.
  • Economista Roberto Troster considera a mudança um grande avanço em proteção ao trabalhador.
  • Trabalhadores estavam perdendo cerca de 6% ao ano antes da decisão do STF.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que os saldos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) devem ser corrigidos, no mínimo, pelo índice da inflação. A decisão foi tomada por unanimidade, em julgamento no plenário virtual. A medida pretende impedir que o dinheiro do trabalhador desvalorize com o passar do tempo.

A partir de agora, as contas do FGTS devem ser corrigidas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No entanto, o reajuste não será retroativo. O tribunal manteve o entendimento de que a correção pela inflação vale apenas para novos depósitos.


Interior de uma agência de atendimento com várias pessoas em pé e sentadas aguardando serviço. Há filas organizadas e placas indicando setores como ‘FGTS/PIS’ e ‘Atendimento’
Mudança exige que contas do FGTS devem ser corrigidas pelo IPCA Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), o economista Roberto Troster classifica a mudança como importante e oportuna. “Corrigir pela inflação é um grande avanço. Agora, se é uma poupança, devia pagar o mesmo que qualquer outra poupança, qualquer outra aplicação no mercado financeiro”, explica.

Segundo Troster, em números redondos, o trabalhador perde cerca de 6% ao ano do que ele poderia receber e do que ele vai receber, e antes a diferença era maior. “Era um dinheiro barato que o fundo recebia e um imposto naquele trabalhador formalizado. Mais um imposto. Corrigindo pela inflação, continua sendo um imposto menor”, aponta o economista.

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