‘Grande avanço’, diz economista sobre correção dos saldos do FGTS pelo IPCA
Decisão do STF visa impedir que dinheiro do trabalhador desvalorize com o passar do tempo
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que os saldos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) devem ser corrigidos, no mínimo, pelo índice da inflação. A decisão foi tomada por unanimidade, em julgamento no plenário virtual. A medida pretende impedir que o dinheiro do trabalhador desvalorize com o passar do tempo.
A partir de agora, as contas do FGTS devem ser corrigidas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). No entanto, o reajuste não será retroativo. O tribunal manteve o entendimento de que a correção pela inflação vale apenas para novos depósitos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), o economista Roberto Troster classifica a mudança como importante e oportuna. “Corrigir pela inflação é um grande avanço. Agora, se é uma poupança, devia pagar o mesmo que qualquer outra poupança, qualquer outra aplicação no mercado financeiro”, explica.
Segundo Troster, em números redondos, o trabalhador perde cerca de 6% ao ano do que ele poderia receber e do que ele vai receber, e antes a diferença era maior. “Era um dinheiro barato que o fundo recebia e um imposto naquele trabalhador formalizado. Mais um imposto. Corrigindo pela inflação, continua sendo um imposto menor”, aponta o economista.
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