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Guia do milionário: saiba organizar os gastos e juntar o 1º milhão

Com disciplina mas sem precisar se tornar “um mão de vaca” você pode chegar lá. Siga as dicas

Economia|Luiz Betti, do R7

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Separar os gastos em categorias é uma opção para controlar as finanças, aponta o economista Samy Dana
Separar os gastos em categorias é uma opção para controlar as finanças, aponta o economista Samy Dana

Quem não ganha rios de dinheiro — ou nasceu em berço de ouro — pode alcançar o sonho de ser milionário com disciplina e planejamento, garantem os especialistas ouvidos pelo R7. O tempo para atingir o objetivo, porém, varia de acordo com a renda aplicada.

Uma pessoa que coloca na poupança R$ 1.000 por mês, por exemplo, será milionária em 28 anos. Se o investimento subir para R$ 5.000 mensais, o tempo cai para 11,2 anos (135 meses) — Veja a lista completa na tabela abaixo.


Os cálculos são do diretor da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira.

De acordo com Oliveira, a poupança é hoje a melhor e mais tradicional forma de investimento, ganhando inclusive dos fundos de renda fixa, que têm taxa de administração média de 1,5% ao ano.


— É importante ressaltar que estamos falando de valores nominais, ou seja, R$ 1 milhão daqui a alguns anos não terá o mesmo valor de compra que atualmente.

Em busca do milhão


Segundo o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), Samy Dana, antes de economizar, a pessoa deve saber exatamente onde o dinheiro está sendo gasto. Em seguida, planejar como usá-lo de modo a guardar uma parcela mensalmente.

Almir Pelói diz que o importante é evitar os juros abusivos
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— Uma estratégia é separar os gastos em categorias: sobrevivência (aluguel, condomínio, IPTU, IPVA, alimentação); supérfluos (restaurante, cinema, teatro) e imprevistos (juros altos, cartão de crédito).


Samy comenta que o ideal seria gastar 30% da renda com sobrevivência, 30% com supérfluos e 0% com imprevistos — sobrando destarte 20% para a poupança —, mas reconhece que esse cenário é pouco provável para muitas pessoas.

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Para o professor do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Mauro Rochlin, o importante é reservar uma parte da poupança para imprevistos. Segundo ele, o erro mais comum das pessoas que não conseguem economizar é contrair dívidas.

— As pessoas assumem compromissos sem ter a segurança da renda futura. Comprar um carro, por exemplo, traz uma prestação que pode até caber no orçamento atual, mas e se você perder dinheiro lá na frente?

O sócio-diretor executivo da Crowe Horwath Macro Auditoria e Consultoria, Almir Pelói, cita a disciplina como fator essencial para acumular o primeiro R$ 1 milhão, além de se destacar no âmbito profissional.

Segundo ele, a pessoa não precisa ser "mão de vaca" uma vez que alguns gastos trazem um retorno ainda maior, mas é importante evitar os “juros abusivos” agregados em compras parceladas.

— Outro fator fundamental é conquistar várias promoções na carreira que escolher, seja na mesma empresa ou em mais de uma.

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