Ibovespa bate cerca de 30 recordes no ano; o que esperar de 2026?
Em dezembro, a B3 ultrapassou os 160 mil pontos; resultados do próximo ano devem ser influenciados pelas eleições
Economia|Do R7
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O Ibovespa — principal índice da bolsa de valores do Brasil — atingiu patamares históricos e registrou aproximadamente 30 recordes em 2025. A chamada B3 iniciou o ano com 120 mil pontos e ultrapassou os 160 mil pontos em dezembro.
Os feitos mostram a valorização das empresas, segundo a economista Cristina Pinto de Mello, coordenadora da pós-graduação em economia da PUC-SP: “Quando a gente pensa nos pontos da bolsa de valores, é como se fosse o preço que a gente pagaria para ser sócio das empresas. Então, quando aumenta o ponto, significa que essas empresas estão valendo mais, estão mais caras, portanto é mais difícil a gente ficar sócio, mas significa que foi um bom investimento, que elas estão sendo valorizadas e que o preço delas está subindo no mercado acionário.”

Cristina explica que o “preço sobe quando a gente tem uma expectativa boa da economia, de que vai desempenhar bem, de que essas empresas vão vender e realizar seus lucros. Todo mundo quer comprar essas ações e os preços sobem.”
Apesar dos bons rendimentos, mais de 20 empresas deixaram a bolsa de valores do Brasil. Inúmeros fatores influenciam nos números e Cristina ressalta que “estar na bolsa de valores demanda uma organização administrativa, então não é qualquer empresa que tenha uma estrutura organizacional que lhe permite abrir seu capital em bolsa.”
Para 2026, a economista pontua que as eleições presidenciais irão influenciar nas ações da B3: “A questão principal é a credibilidade do nome que está sendo proposto, e a credibilidade dos instrumentos de política que o nome proposto vai oferecer. Então se ele tem um projeto de país, se esse projeto é crível e factível, então, tudo isso vai ser precificado”.
Segundo Cristina, se o candidato favorito, seja ele de esquerda e direita, demonstra um compromisso com o ajuste fiscal, com pagamento de dívidas, isso tem um impacto positivo no mercado de ações.
Por fim, Cristina conclui que é “relativamente inevitável” uma redução na taxa de juros para 2026, “seja por conta do contexto eleitoral, mas fundamentalmente porque a inflação vem convergindo para a meta [da inflação].”
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