Economia Ibovespa fecha acima dos 100 mil pontos pela 1º vez na história

Ibovespa fecha acima dos 100 mil pontos pela 1º vez na história

Principal índice acionário brasileiro subiu 0,9% e fechou o dia aos 100.303,41 pontos após EUA sinalizar possível corte na taxa de juros

Bovespa

Volume financeiro do dia superou os R$ 15 bilhões

Volume financeiro do dia superou os R$ 15 bilhões

Cris Faga/Folhapress - 09.05.2016

O Ibovespa fechou esta quarta-feira (19) acima dos 100 mil pontos pela primeira vez na história, após o banco central dos Estados Unidos sinalizar um possível corte na taxa de juros do país neste ano.

Na sessão, principal índice acionário brasileiro subiu 0,9%, a 100.303,41 pontos. No fechamento, o volume financeiro do dia superou os R$ 15 bilhões.

Em março, o Ibovespa chegou a superar os 100 mil pontos em duas sessões, mas apenas durante o pregão, alcançando 100.438,87 pontos em 19 de março, recorde intradia ainda em vigor. No melhor momento desta quarta-feira, o índice chegou a 100.327,15 pontos.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 2,25% e 2,5%, mas sinalizou possíveis cortes de até 0,5 ponto percentual no restante do ano, diante da maior incerteza econômica e queda nas projeções de inflação.

Tal cenário tende a favorecer o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil, em busca de melhores rendimentos.

"O Ibovespa segue muito barato para um cenário de menos juros no Brasil e no mundo", afirmou o gestor de portfólio Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos. "Caso a reforma da Previdência siga andando, acreditamos que existe potencial grande de apreciação da bolsa brasileira."

A véspera de feriado no Brasil também foi marcada por expectativa para o desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, previsto para após o fechamento da bolsa.

Destaques

ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,6%, puxando a alta do índice após a sinalização do Fed de possíveis cortes na taxa de juros este ano. No setor, BRADESCO PN avançou 1,1%. BANCO DO BRASIL valorizou-se 1,65% e SANTANDER BRASIL ganhou 0,97%.

SMILES caiu 4,1%, após a empresa de redes de fidelidade de clientes e a sua controladora Gol encerrarem sem acordo negociações relacionadas à reestruturação societária proposta pela companhia aérea. A Gol ressaltou que o término das tratativas não altera a decisão da empresa de não renovar o contrato operacional com a Smiles. As preferenciais da Gol fecharam em alta 2,7%, revertendo perdas iniciais.

• NATURA saltou 5,3% na ponta superior, diante de notícia de que a fabricante de cosméticos obteve na justiça direito a benefício fiscal. Segundo o jornal Valor Econômico, ela obteve no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo, o direito de excluir da base de cálculo do IRPJ e da CSLL até 60% de seus gastos com atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.

PETROBRAS PN e PETROBRAS ON fecharam em alta de 0,3% e 0,75%, respectivamente, também acompanhando a melhora no pregão como um todo, em dia de pequenas variações nos preços do petróleo, no exterior.

• JBS avançou 3,2% após quatro sessões de queda, assim como BRF subiu 1,4% e MARFRIG cedeu 1,4%.

VALE subiu 0,6% com nova alta nos preços do minério de ferro na China e anúncio da mineradora de que retomará a integralidade das operações a úmido na mina de Brucutu (MG), após decisão do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra uma liminar que suspendia as atividades da barragem Laranjeiras.