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IGP-M mostra alívio no bolso de quem aluga imóvel, mas cenário pode mudar futuramente

Índice registrou alta de 0,52% em março, enquanto acumulado de 12 meses é de retração de 1,83%

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IGP-M teve alta de 0,52% em março, influenciado por aumentos nos preços de diversos alimentos e produtos derivados do petróleo.
  • Contratos de aluguel que vencem em abril não sofrerão reajuste, mesmo com a inflação de aluguéis subindo.
  • O índice acumula uma retração de 1,83% nos últimos 12 meses, após queda de 0,73% em fevereiro.
  • Economistas alertam que futuras negociações de aluguel podem ser necessárias, já que os contratos costumam ser de 30 meses.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de a inflação do aluguel ter acelerado em março, os contratos que vencem em abril seguem livres de reajuste. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), indicador responsável pela maior parte dos contratos de locação no Brasil, registrou alta de 0,52% no mês, impulsionado pelo aumento dos preços de produção de carne bovina, ovos, leite, feijão e milho.

Assim como os alimentos, produtos derivados do petróleo viram seus preços aumentarem devido à guerra no Oriente Médio. Após uma queda em fevereiro de 0,73%, com o resultado de março, o índice passa a acumular retração de 1,83% nos últimos 12 meses.


A imagem mostra a fachada de um imóvel cercado por um portão metálico cinza, composto por grades altas e seções articuladas, incluindo um portão maior para veículos e outro menor para pedestres. Preso à estrutura está um cartaz com a palavra “ALUGA”, indicando que o local está disponível para locação. Atrás do portão, o jardim apresenta arbustos aparados e pequenas plantas alinhadas junto à parede externa da casa.
Além de reajuste de IGP-M, fatores como valorização do imóvel podem alterar aluguel Reprodução/Record News

O IGP-M é calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas e leva em conta a variação de preços de bens e serviços, e também das matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e na construção civil.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (31), Carla Beni, economista e professora da FGV, explica que o resultado é visto positivamente por trazer um alívio no bolso de quem loca um imóvel.


No entanto, mesmo com imóveis podendo manter o aluguel no mesmo valor, ela cita que esse caso pode não se repetir futuramente, sendo necessário locatário e locador sentarem-se à mesa para negociar.

“Aí o que acontece: como os contratos são normalmente de 30 meses, depois desse período há sim também uma negociação, porque você pode ter uma valorização do local, do imóvel, o proprietário pode querer um outro valor acima. Então, sempre a mesa de negociações é muito importante e a gente sabe que o custo dos aluguéis, em grande medida, nas grandes capitais, tem subido, sim”, finaliza.

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