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Indústria de café espera recuperação após ver consumo cair em 2025

Demanda pelo produto no Brasil recuou 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 ante o ciclo anterior

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A indústria de café no Brasil espera recuperação após queda de 2,31% no consumo em 2025.
  • O país registrou a primeira queda anual no consumo desde 2022, com 21,4 milhões de sacas consumidas.
  • Aumento da safra de 2026 e redução da volatilidade devem ajudar na recuperação da demanda interna.
  • Apesar do aumento de 25,6% no faturamento da indústria, os estoques de café estão historicamente baixos e os preços continuam elevados.

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Segundo associação, maior safra em 2026 tende a diminuir preços, aquecendo a demanda interna Marcello Casal JrAgência Brasil - 07.07.2019

A indústria de café do Brasil projeta um ano de recuperação no consumo, após o setor lidar com uma queda na demanda em 2025 decorrente da alta de preços no varejo.

A procura pelo produto recuou 2,31% no período de novembro de 2024 a outubro de 2025, para 21,4 milhões de sacas de 60 kg, ante o ciclo anterior. O levantamento é da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café).


Segundo maior consumidor de café do mundo, o Brasil — que está atrás dos Estados Unidos por uma diferença de cerca de 5 milhões de sacas — registrou em 2025 a primeira queda anual no consumo desde 2022, ficando mais distante do recorde visto em 2017, de 22 milhões de sacas, segundo dados da associação.

O presidente da Abic, Pavel Cardoso, aponta o aumento da safra de 2026 do Brasil (o maior produtor global) entre os fatores que devem ajudar a manter os preços arrefecidos após um período de fortes altas, favorecendo a demanda interna.


Uma esperada redução da volatilidade também deverá recompor as margens da indústria, prejudicadas nos últimos anos, apesar de uma disparada do faturamento do setor em 2025. Pavel ressalta que as empresas geralmente seguram o quanto podem os repasses de custos da matéria-prima.

“Sabendo que os aumentos [de preços] já chegaram na ponta, e potencialmente com a safra maior, mais confortável, seguramente teremos arrefecimento dessa volatilidade. Nós esperamos uma recuperação do consumo este ano”, projeta ele, sem detalhar de quanto será a recuperação.


Sinais de melhora e desafios

O dirigente da Abic lembra que o desempenho do mercado no segundo semestre do ano passado já demonstrou uma melhora, após o consumo ter caído mais de 5% no início de 2025, quando brasileiros ainda sentiam os repasses da disparada de preços da matéria-prima em 2024.

Cardoso pondera que, mesmo com a expectativa de arrefecimento de volatilidade em 2026, não existem “grandes espaços para reduções substanciais [nos preços da matéria-prima], por conta de os estoques estarem historicamente baixos”, após um esgotamento das reservas de café nos últimos cinco anos, em meio a safras ruins.


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Por problemas de colheita no Brasil e em outros países, a cotação da matéria-prima brasileira havia mais do que dobrado em 2024, o que fez a indústria seguir repassando preços em 2025, para tentar recompor margens, embora os valores pagos pelo grão tenham recuado ao longo do ano passado, segundo dados da Abic.

A Associação destaca ainda que, nos últimos cinco anos, a matéria-prima aumentou 201% (café conilon) e 212% (arábica), enquanto no varejo a alta foi de 116%.

Em 2025, o preço médio do café torrado no varejo do Sudeste superou o patamar de R$ 70 por quilo, em julho, antes de recuar ao final do ano para quase R$ 60 por quilo — ainda acima dos R$ 56,68 registrados em janeiro do ano passado.

Diante do aumento dos preços da commodity que foi repassado aos consumidores, o faturamento da indústria no Brasil subiu 25,6%, para R$ 46,24 bilhões no último ano, em relação ao período anterior.

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