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Indústria diz que corte de juros foi ‘insuficiente’ e defende redução maior

Segundo entidades do setor, conflitos externos e volatilidade dos combustíveis ampliam desafios e limitam investimentos

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Indústria considera o corte de juros de 0,25 ponto percentual insuficiente para estimular a economia.
  • A CNI pede uma redução mais expressiva para reverter a queda na atividade econômica e aliviar o endividamento.
  • A Fiemg também critica a alta Selic e alerta que a política monetária contracionista pode prejudicar a geração de empregos.
  • Entidades destacam que conflitos externos e volatilidade nos combustíveis agravam desafios para investimentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Copom reduziu a taxa de juros para 14,75% ao ano Marcelo Camargo/Agência Brasil - 05.10.2021

Representantes da indústria avaliaram que a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, foi insuficiente para reverter os efeitos da política monetária restritiva sobre a economia. Com a Selic agora em 14,75% ao ano, entidades do setor afirmam que o nível dos juros ainda limita investimentos, encarece o crédito e mantém pressionada a atividade econômica.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) classificou a decisão como correta, mas destacou que o corte não deve ser suficiente para destravar a economia no curto prazo. Segundo a entidade, a medida “ainda não interrompe a queda da atividade econômica, não destrava investimentos, nem reduz o endividamento” de famílias e empresas.


Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, há espaço para uma redução mais acelerada dos juros, diante do comportamento recente da inflação. “A inflação está em franca desaceleração e as expectativas de mercado para a alta dos preços seguem dentro do intervalo de tolerância da meta. Isso, por si só, já justificaria queda mais acentuada da taxa básica de juros”, afirmou.

Ele acrescentou que a cautela do Banco Central “ainda é excessiva” e seguirá “penalizando ainda mais” a economia.


A entidade também defende que o ritmo de cortes seja ampliado já nas próximas reuniões do Copom. Segundo Alban, uma flexibilização mais intensa é necessária para melhorar as condições de investimento, reduzir o endividamento e sustentar a retomada do crescimento econômico.

Na mesma linha, a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) avaliou que a Selic permanece em patamar elevado, mesmo após a redução, e continua sendo um fator de restrição para a competitividade da indústria.


A entidade afirmou que o corte ficou abaixo do esperado pelo setor produtivo, que aguardava uma redução mais expressiva após quase dois anos sem queda nos juros.

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, destacou que já há sinais de desaceleração da atividade e de alívio nas pressões inflacionárias, o que reforçaria a necessidade de mudanças na condução da política monetária. “Não podemos aceitar a continuidade de uma política monetária contracionista por período prolongado”, afirmou.


A federação também chamou a atenção para o impacto do cenário externo, marcado por conflitos no Oriente Médio e volatilidade nos preços de combustíveis, mas ponderou que o nível atual dos juros já impõe custos elevados à economia.

“Aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica leva a efeitos negativos na geração de emprego e renda”, disse Roscoe.

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