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Comidas típicas: canjica e pamonha ficam mais caras, mas caldos e arroz-doce aliviam bolso

Com altas acima da inflação oficial, produtos como carne e mandioca pesaram mais nas comemorações de 2025

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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Pratos tradicionais como pamonha e bolo de milho ficaram mais caros em 2025 Divulgação/Agência Sebrae de Notícias - 07.06.2022

Os brasileiros estão pagando mais caro para curtir as festas com comidas típicas em 2025. Pratos tradicionais como pamonha e bolo de milho pesaram no bolso do consumidor com a alta de ingredientes como mandioca (13,39%), ovo (6,83%) e milho (4,49%).

Os dados são do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última quinta-feira (10).


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A carne, presente em pratos como churrasquinho ou espetinho, também encareceu e acumula alta de 23,63% em 12 meses — mais de quatro vezes a inflação oficial do país no período (5,35%).

O vinho, item essencial para o tradicional quentão, subiu 8,8%, e até brinquedos, típicos das pescarias e correio-elegante, tiveram leve alta de 1,64%.


Veja itens da festa junina que ficaram mais caros em um ano Luce Costa/Arte R7

Outro ingrediente que encareceu foi o ovo, com alta de 6,83% em 12 meses. Ele é usado no preparo de bolos, doces e pratos salgados típicos dessa época, como cuscuz e tortas.

Já o milho, base de receitas como curau e pamonha, subiu 4,49% no mesmo período.


Embora menos tradicionais, itens como a salsicha — usada em cachorro-quente e salsichão — também registraram aumento, com alta de 2,32%. A maçã, usada em doces e na maçã-do-amor, teve leve variação positiva de 1,03%.

Aipim, mandioca ou macaxeira — não importa o nome: além de ser protagonista em receitas típicas como bolos, caldos e cozidos, ela foi um dos alimentos que mais pressionaram os preços nesta época do ano, com alta de 13,39%.


Alívio no bolso

Se por um lado os preços pressionaram o bolso, por outro, alguns itens ajudaram a equilibrar a conta. A batata, usada em receitas como caldos e tortas, caiu 38,73%, e o arroz, base de doces como arroz-doce, ficou 16,77% mais barato.

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