Comidas típicas: canjica e pamonha ficam mais caras, mas caldos e arroz-doce aliviam bolso
Com altas acima da inflação oficial, produtos como carne e mandioca pesaram mais nas comemorações de 2025
Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

Os brasileiros estão pagando mais caro para curtir as festas com comidas típicas em 2025. Pratos tradicionais como pamonha e bolo de milho pesaram no bolso do consumidor com a alta de ingredientes como mandioca (13,39%), ovo (6,83%) e milho (4,49%).
Os dados são do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última quinta-feira (10).
Leia mais
A carne, presente em pratos como churrasquinho ou espetinho, também encareceu e acumula alta de 23,63% em 12 meses — mais de quatro vezes a inflação oficial do país no período (5,35%).
O vinho, item essencial para o tradicional quentão, subiu 8,8%, e até brinquedos, típicos das pescarias e correio-elegante, tiveram leve alta de 1,64%.

Outro ingrediente que encareceu foi o ovo, com alta de 6,83% em 12 meses. Ele é usado no preparo de bolos, doces e pratos salgados típicos dessa época, como cuscuz e tortas.
Já o milho, base de receitas como curau e pamonha, subiu 4,49% no mesmo período.
Embora menos tradicionais, itens como a salsicha — usada em cachorro-quente e salsichão — também registraram aumento, com alta de 2,32%. A maçã, usada em doces e na maçã-do-amor, teve leve variação positiva de 1,03%.
Aipim, mandioca ou macaxeira — não importa o nome: além de ser protagonista em receitas típicas como bolos, caldos e cozidos, ela foi um dos alimentos que mais pressionaram os preços nesta época do ano, com alta de 13,39%.
Alívio no bolso
Se por um lado os preços pressionaram o bolso, por outro, alguns itens ajudaram a equilibrar a conta. A batata, usada em receitas como caldos e tortas, caiu 38,73%, e o arroz, base de doces como arroz-doce, ficou 16,77% mais barato.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















