Inflação do aluguel acelera, mas contratos que vencem em abril seguem livres de reajuste
Com a variação negativa, o índice conserva queda total de 1,83% nos últimos 12 meses, aponta FGV
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O IGP-M (Índice Nacional de Preços — Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, avançou em março. O índice registrou alta de 0,52%, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas).
Para efeito de comparação, em fevereiro de 2025, o IGP-M caiu 0,73% e acumulava 0,19% em um ano. Agora, com a variação negativa, o índice conserva queda total de 1,83% nos últimos 12 meses. Assim, locações com contratos atrelados ao indicador e vencimento em abril não terão reajuste.
O percentual acumulado do IGP-M em 12 meses é o repassado aos inquilinos com contratos que vencem no mês seguinte. Entretanto, a maioria dos termos de locação têm cláusulas que barram o reajuste negativo em caso de queda do índice, o que leva à manutenção do valor pago pelos locatários.
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Segundo a Fundação, as principais influências sobre o índice foram a agropecuária, com destaque para as contribuições de bovinos, ovos, leite, feijão e milho, que ajudaram a impulsionar a aceleração do índice. Ao mesmo tempo, o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já se reflete nos preços de derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros segmentos.
O cálculo do IGP-M leva em conta os preços de bens, serviços e matérias-primas usadas na produção agrícola, industrial e na construção civil. A variação dele, portanto, é diferente da registrada pela inflação oficial, pois o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) considera a variação dos valores de um conjunto de itens que fazem parte da rotina de famílias com renda de até 40 salários-mínimos (R$ 64.840, atualmente).
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