Inflação em 2026 deve ser menor do que em 2025, mas ainda longe do ideal, aponta economista
Apesar do índice do último ano ter ficado abaixo do teto da meta, inflação de alguns setores ainda gera apreensão
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A inflação no Brasil, em 2025, fechou em 4,26%, dentro da meta do governo e abaixo do valor do ano anterior, que foi de 4,83%. No último mês do ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve um acúmulo de 0,33%, impulsionado principalmente pelo setor de transportes durante as festas de final de ano. O resultado representa uma estabilização dos preços ao longo dos últimos 12 meses.
Para o economista Ricardo Buso, a inflação na meta demostra que as medidas tomadas no controle do índice, como a taxa Selic em 15%, começaram a surtir efeito nos indicadores. No entanto, mesmo enquadrado abaixo do teto definido, ele pontua que o valor do fechamento de 2025 ainda continua longe do ideal para o país, que é o centro da meta de 3%.

O economista também alerta que pela inflação ser baseada em uma média de itens, alguns dos fatores calculados não ficaram dentro do objetivo e geram preocupações, como a inflação de serviços em 5,99% devido ao mercado de trabalho pressionando. Ele explica que tais indicadores ainda desestabilizados, somados aos gastos públicos, podem pesar nas decisões do Banco Central em reduzir as taxas de juros mais lentamente.
“Então tudo isso gera muita insegurança. E nós temos uma lição de casa importante para fazer, que é o acerto das contas públicas. Por tudo isso deve, sim, voltar a cair a taxa de juros, mas num ritmo gradual. O mercado está prevendo 12,25% no final de 2026, que ainda é alto, mas eu acho que não se deve esperar nada abaixo de 12,5%”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (9).
Mesmo assim, Buso ainda vê com otimismo o controle da inflação neste ano, embora a chegada do período eleitoral faça com que mais gastos aconteçam. Na previsão do economista, o valor acumulado nos 12 meses deste ano deve ser de 4%, menor que em 2025, mas ainda longe do centro da meta.
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