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Inflação, juros, PIB, emprego e dívida: o retrato da economia em 2025

Indicadores econômicos encerram o ano em níveis mais favoráveis do que no início de 2025, apesar da manutenção dos juros elevados

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A economia brasileira termina 2025 com indicadores mais favoráveis em comparação ao início do ano.
  • A inflação oficial teve revisão para baixo, com projeção de 4,36%, abaixo do teto da meta do CMN.
  • Taxa de juros foi mantida em 15% ao ano, impactando o crédito e os investimentos, apesar de uma atividade econômica moderada.
  • Endividamento das famílias atingiu recordes, com 79,5% das famílias com dívidas e 30,5% com parcelas em atraso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo com a melhora de parâmetros econômicos, endividamento das famílias permanece elevado Wilson Dias/Agência Brasil - Arquivo

A economia brasileira termina 2025 com os principais indicadores em patamar mais favorável do que no início do ano. A inflação desacelerou, o crescimento econômico superou as previsões iniciais e a taxa de desemprego alcançou níveis historicamente baixos, enquanto a taxa básica de juros seguiu em nível elevado e o crédito continuou restrito.

Ao longo do ano, decisões de política econômica e atualizações nas projeções do mercado foram ajustando o cenário observado no início de 2025.


Inflação

A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), passou por revisões ao longo do ano e encerra 2025 em trajetória de desaceleração. Em janeiro, a inflação acumulada em 12 meses estava em 4,56%, o menor IPCA para o mês desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Ao longo do ano, as projeções foram sendo revistas para baixo. Segundo o boletim Focus divulgado em meados de dezembro, a estimativa para o IPCA em 2025 recuou de 4,4% para 4,36%, ficando abaixo do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Apesar da desaceleração, itens como alimentos, serviços e moradia continuaram pressionando o orçamento das famílias.


Selic

No campo dos juros, a política monetária seguiu restritiva durante todo o ano. Em janeiro de 2025, a taxa básica de juros estava em 13,25% ao ano. Ao longo dos meses, o cenário de cautela prevaleceu, e a Selic foi mantida em 15% ao ano.

A postura refletiu a avaliação do Banco Central diante de incertezas fiscais e da necessidade de manter as expectativas de inflação ancoradas. Na prática, o patamar elevado dos juros manteve o crédito caro, com impacto direto sobre consumo e investimentos.


PIB

A atividade econômica apresentou desempenho melhor do que o esperado no início do ano. Em janeiro, organismos internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) projetavam crescimento de 2,2% para a economia brasileira em 2025, em um cenário de desaceleração.

Ao longo do ano, no entanto, os dados de atividade levaram a uma revisão mais favorável. A mediana das projeções do mercado para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 2,25% no fim de 2025. O avanço foi sustentado principalmente pelo setor de serviços e por segmentos do agronegócio, enquanto a indústria apresentou comportamento mais irregular.


Desemprego

O mercado de trabalho foi um dos destaques do ano. No início de 2025, a taxa de desemprego subiu pelo segundo mês consecutivo e chegou a 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, segundo o IBGE. Apesar da alta naquele momento, o índice já era o menor para o mês desde 2014, com cerca de 7,2 milhões de brasileiros desocupados.

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Ao longo do ano, o cenário melhorou de forma consistente. No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desemprego caiu para 5,4%, a menor já registrada na série histórica iniciada em 2012. Em 2025, mais de 1,8 milhão de empregos com carteira assinada foram gerados, e a população desocupada recuou para 5,9 milhões, o menor contingente da série.

Apesar do desempenho positivo do emprego, os ganhos de renda foram limitados, em um ambiente ainda marcado por juros elevados e inflação persistente em itens essenciais.

Endividamento

Mesmo com a melhora de indicadores como inflação, PIB e desemprego, o endividamento das famílias permaneceu elevado ao longo de 2025. Segundo a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o endividamento atingiu níveis recordes.

Em outubro, 79,5% das famílias brasileiras declararam estar com algum tipo de dívida, o maior percentual da série histórica, que inclui modalidades como cartão de crédito, crédito pessoal, consignado, cheque especial e financiamentos.

A proporção de famílias com contas em atraso chegou a 30,5%, também recorde, e cerca de 13,2% afirmaram não ter condições de pagar essas dívidas, o maior índice já registrado.

Com inflação em desaceleração e crescimento moderado, a economia brasileira encerra 2025 em um cenário mais estável do que no início do ano, apesar dos juros elevados, e entra em 2026 com os próximos passos da política monetária ainda em aberto.

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