Inflação termina o ano dentro da meta; quando os juros vão cair?
IPCA fechou dezembro em 0,25%, com o acumulado dos 12 meses em 4,41%, no limite da meta do Banco Central
Economia|Do R7
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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta terça-feira (23), que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,25% em dezembro. Com o valor, o IPCA-15 fechou o ano com inflação acumulada de 4,41%, abaixo do teto da faixa de tolerância da meta do Banco Central, que é de 4,5%.
Em comparação com novembro, o resultado foi de 0,05 ponto percentual acima do registrado anteriormente e, mesmo com a variação positiva, o número ficou abaixo das projeções do mercado que previam inflação de 4,43% no acumulado de 12 meses.

Apesar dos bons resultados, o economista Miguel Daoud explica que, pelo IPCA se basear na média de mais de 400 itens da economia agrupados em 12 categorias, o percentual apresentado muitas vezes não representa o que a população vê. Ele menciona que, desta forma, há uma distorção entre índice e percepção da população, como o anúncio da inflação e os valores dos produtos nas gôndolas dos supermercados.
“Existe um ditado que diz que um economista morreu afogado num rio cuja profundidade média, que é o caso da inflação, tinha 1,5 m. Ele falou: ‘Bom, eu tenho 1,80 m, eu vou atravessar, não vou morrer’. Só que, como a profundidade era média, ele atravessou onde tinha 3 m de profundidade e morreu afogado. Isso explica um pouco essa inflação que nós temos”, compara Daoud.
Quando os juros vão cair?
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça, o economista ainda pontua que, apesar dos bons resultados, a inflação ainda segue pressionada, o que não deve gerar uma redução na taxa Selic, com valor questionado por governo e parte de economistas ao BC.
“O Banco Central ainda não vê com bons olhos essa inflação, e o mercado precifica que a Selic só vai ser cortada a partir de março do ano que vem”, afirma.
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“O mercado também imagina que a taxa de juros no final de 2026 vai estar em 12,5%. Então, na realidade, você tem uma queda da inflação, uma pequena queda da taxa de juros, mas a taxa real, que é a diferença da inflação para taxa de juros, vai continuar alta. Então, portanto não muda muita coisa”, completa Daoud.
Para mudar o cenário de uma forma mais efetiva, o economista aponta que uma mudança nos gastos públicos seria necessária, o que, segundo ele, não deve acontecer devido ao ano eleitoral e pelos gastos já aprovados no orçamento do próximo ano, como os R$ 61 bilhões em emendas parlamentares — com forte pressão na inflação no primeiro trimestre.
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