Inglaterra e Noruega mantêm taxas de juros inalteradas
Autoridades monetárias destacam necessidade de conter pressões inflacionárias mais persistentes
Economia|Do R7, com Agência Estado

Os Bancos Centrais da Inglaterra e da Noruega decidiram nesta quinta-feira (2) pela manutenção de suas taxas básicas de juros em, respectivamente, 5,25% e 4,25% ao ano.
Inglaterra
Segundo ata da reunião inglesa, seis dos nove dirigentes de política monetária do BoE votaram pela manutenção dos juros. As demais três autoridades do BC inglês defenderam alta de 0,25 ponto percentual da taxa, para 5,5%, o nível mais alto em 15 anos.
O presidente do BoE, Andrew Bailey, avaliou que é "cedo demais" para considerar a possibilidade de cortes de juros. "O juro básico deverá ficar em níveis restritivos por um período estendido", diz. O Banco Central inglês também alertou, em comunicado, que "novo aperto na política monetária será necessário se houver evidência de pressões inflacionárias mais persistentes".
A autoridade também reviu para baixo sua expectativa para a economia do Reino Unido no próximo ano. Agora, espera estagnação em 2024, quando em agosto apontava para crescimento de 0,5%. A instituição publicou projeções atualizadas nesta quinta-feira.
Para este ano, o BoE projeta que o PIB do país fique estável no terceiro trimestre, com alta de apenas 0,1% no quarto trimestre. O BOE espera ainda que o PIB do Reino Unido cresça apenas 0,1% no quarto trimestre deste ano.
No caso do índice de preços ao consumidor, projeta que a inflação retornará à meta de 2% até o fim de 2025. Em todo o ano atual, o BC britânico espera que a inflação no país esteja em "cerca de 4,5%", mas diz que os riscos para sua projeção são de alta. O BC espera que a inflação esteja em 47% no quarto trimestre deste ano, em 4,50% no primeiro trimestre de 2024 e em 3,75% no segundo trimestre de 2024.
Noruega
Em comunicado que justifica a decisão unânime, o Norges Bank diz que o mercado de trabalho norueguês continua apertado, mas as pressões sobre a economia do país diminuem. O índice de preços ao consumidor da Noruega tem caído, "mas a inflação subjacente está elevada", diz o BC local, que ressalta a inflação ainda elevada como entrave para a sociedade.
No texto, o Norges Bank destaca a importância de conte o avanço dos preços e afirma que não quer elevar a taxa básica mais que o necessário, com a meta de "levar a inflação à meta em um horizonte razoável".
Desde o relatório de política monetária de setembro, a inflação da Noruega caiu mais que o esperado. Por outro lado, a desvalorização da coroa norueguesa pode contribuir para sustentar a inflação, considera o BC.










