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Judicialização europeia de acordo com Mercosul é ‘uma bobagem muito grande’, diz economista

Já no Brasil, texto foi enviado ao Congresso nesta segunda (2) e será analisado por parlamentares

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • President Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso o acordo entre Mercosul e União Europeia.
  • O acordo precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos para entrar em vigor.
  • O economista Miguel Daoud critica a judicialização do acordo na Europa, considerando-a prejudicial aos próprios europeus.
  • Daoud afirma que a competitividade dos agricultores europeus está ameaçada e que acordos comerciais são essenciais para enfrentar a concorrência global.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, nesta segunda-feira (2), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Com o envio, o texto deve ser analisado e votado pelos parlamentares nas próximas semanas e regularizará a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes.

Apesar de ter sido assinado no dia 17 de janeiro por autoridades dos dois blocos, o tratado precisa ser aprovado pelos parlamentos para que entre em fase de implementação. O acordo prevê eliminar tarifas alfandegárias sobre a maioria dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos.


Economista aponta que entraves servem para beneficiar 'incompetência de produtores' Reprodução/Record News

Mesmo com a aprovação dada como certa no lado brasileiro, o acordo deve sofrer atrasos devido à judicialização do texto no Judiciário europeu, o que deve tomar um tempo de análise. No entanto, para o economista Miguel Daoud, a ação dos países-membros do velho continente acaba prejudicando a si próprios, que seriam os maiores interessados no tratado.

“Essa decisão do Parlamento Europeu é uma bobagem muito grande, porque os agricultores franceses acham que o Brasil vai tomar o mercado deles. De forma alguma, muito pelo contrário”, comenta ao explicar que os produtos enviados para o continente supririam as necessidades locais, como milho, soja, café e algodão.


“Na realidade eles estão tentando segurar um acordo pela incompetência do produtor rural francês, porque ele não consegue ser competente. Ele precisa de subsídios, que são mais de 100 bilhões de euros (equivalente a R$ 618 bilhões) que são dados a eles e criam toda essa situação”, completa Daoud em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (3).

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O economista ainda pontua que, além da necessidade dos produtos brasileiros, o acordo serve como uma segurança à UE em um cenário de pressões com as mudanças nas políticas econômicas dos Estados Unidos e expansão da China.


“Como é que a Europa vai competir com a China? A China já está ultrapassando em termos de tecnologia, em termos de produtividade, de qualidade, os próprios Estados Unidos. Não há outra solução hoje no mercado se não houver esses acordos, essa relação”, alerta.

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