Finanças Pessoais

Economia Juros do cartão e do cheque especial ficam mais caros pelo 5º mês

Juros do cartão e do cheque especial ficam mais caros pelo 5º mês

Dados do Banco Central mostram que as taxas chegaram a 299,5% e  322,7 % ao ano respectivamente

  • Economia | Giuliana Saringer, do R7

Juros do cartão ficaram em 299,5% ao ano

Juros do cartão ficaram em 299,5% ao ano

Thiago Teixeira/Estadão Conteúdo

As taxas de juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial ficaram mais caras pelo quinto mês consecutivo em março deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo BC (Banco Central). Estas estão entre as modalidades de crédito mais caras do mercado. 

O rotativo do cartão de crédito ficou em 299,5% ao ano em março, frente a 295,5% do mês anterior.

Isso significa que uma dívida de R$ 500 contraída em abril de 2018 passou a custar R$ 1.997,50 em março, sendo R$ 1.497,50 de juros. 

Em comparação com março de 2018, houve queda na taxa de juros do cartão, que, na época, era de 334,9% ao ano. 

Cheque especial

A taxa de juros do cheque especial ficou em 322,7% ao ano no mês. Houve aumento da taxa, em comparação a fevereiro, quando era de 317,9%.

Neste caso, a mesma dívida de R$ 500 adquirida em abril de 2018 passaria a custar R$ 2.113,50 em março de 2019. Aqui, o consumidor pagaria R$ 1.613,50 de juros ao longo do ano. 

Já em março de 2018, os juros do cheque especial ficaram em 324,7% ao ano. 

Alternativa mais barata

O brasileiro que precisar contrair uma dívida pode optar por opções com juros mais baixos, como é o caso do crédito consignado. Nesta modalidade, o dinheiro é diretamente descontado da folha de pagamento do salário ou da aposentadoria.

Além de ser mais barato, os juros do consignado diminuíram, ficando em 23,6% ao ano em março de 2019. Isso significa que a mesma dívida de R$ 500 contraída em abril de 2018, se torna R$ 618 março de 2019. Neste caso, o consumidor paga R$ 118 de juros. 

A taxa estava em 24,1% ao ano em fevereiro de 2019. Também houve redução em comparação com março de 2018, quando a taxa era de 26,1% ao ano. 

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