Juros: economista diz que Banco Central deve cortar, no máximo, 0,25% em março
Miguel Daoud analisa o cenário econômico brasileiro e afirma que a situação da dívida do país é crítica
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O Banco Central do Brasil confirmou a sinalização de corte de juros em março. A taxa Selic foi mantida em 15% ao ano em janeiro, mas a expectativa do mercado é que caia para 14,5%, a partir do próximo mês.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (3), o economista Miguel Daoud fala que a Selic está fazendo mal ao setor produtivo como um todo, destacando o setor imobiliário e a indústria.
Ele diz que o Banco Central quer flexibilizar a taxa de juros, mas ainda se preocupa com a economia brasileira e taxa de empregabilidade. “Nós vamos ter um aumento da oferta de recursos e mais essas dificuldades que nós estamos tendo, nesse sentido eu acho que 0,5% o Banco Central não vai cortar, ele vai cortar 0,25% e ainda vai avaliar, se essa situação se agravar no transcorrer de 2026, ele pode até aumentar a taxa de juros”, analisa.
Daoud afirma que o futuro presidente da República terá muita dificuldade em relação à dívida do Brasil. “Quando nós imaginamos uma economia cuja taxa de juros, a previsão do mercado é que ela seja de um dígito apenas em 2029, significa que até 2028 nós vamos ter uma taxa de juros de dois dígitos [...]. Evidentemente, é impossível um país conviver com essa taxa de juros para poder gerar atividade econômica”.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!















