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Justiça criou vara especial para ações trabalhistas contra a Vasp

Companhia área tinha dívidas no valor total de R$ 5 bilhões quando parou de operar em 2006

Economia|Do R7

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Ex-funcionários esperaram uma década para receber da Vasp
Ex-funcionários esperaram uma década para receber da Vasp

Um dos maiores devedores trabalhistas do País, segundo o TST (Tribunal Superior do Trabalho), foi a companhia aérea Vasp. Fundada em 1927, a empresa encerrou as atividades em 2006 com uma dívida total de aproximadamente R$ 5 bilhões. 

O processo era tão longo, extenso e complexo que foi criada uma Vara do Trabalho apenas para as ações contra a companhia, a chamada Vara Vasp, na jurisdição do TRT-2, em São Paulo. O passivo trabalhista da companhia chegou à marca de R$ 2 bilhões.


No caso específico da Vasp, inúmeros trabalhadores foram dispensados sem receber as verbas rescisórias, além de enfrentarem anos de atraso no recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Ao todo, os ex-funcionários receberam cerca de R$ 406 milhões.

De acordo com o TST, os pagamentos das ações trabalhistas foram feitos em três fases, dependendo da disponibilidade financeira. Na primeira fase, foram pagos os processos de trabalhadores vinculados ao TRT da 2ª Região. Foram beneficiados aproximadamente 5.000 trabalhadores, cada um recebendo entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, totalizando uma distribuição de R$ 280 milhões.

Na segunda fase, aproximadamente 1.700 trabalhadores foram pagos, O total chegou a R$ 56 milhões. No final do ano passado, a Vara Vasp chegou a sua terceira e última fase, onde foram pagos os retardatários, ou seja, trabalhadores não habilitados inicialmente. No primeiro dia do mutirão, foram R$ 70 milhões distribuídos para 1.900 ex-funcionários da companhia aérea.

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