Lagarde pede para Grécia reformar pensões sem cortar as mais baixas
Economia|Do R7
Luxemburgo, 18 jun (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pediu nesta quinta-feira à Grécia para reformar seu sistema de pensões sem cortar as mais baixas e ressaltou que não haverá "período de carência" no pagamento do dia 30 de junho a essa instituição. Lagarde advertiu a Atenas que não há um "período de carência" depois da data limite na qual Atenas tem que pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI, no dia 30 de junho, e que é possível que o país fique a partir de 1º de julho em atraso com a instituição. A responsável do FMI se reuniu com o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel e com o titular de Finanças, Pierre Gramegna, antes de participar da reunião com os ministros de Economia e Finanças da zona do euro. Lagarde destacou em entrevista à imprensa que os programas nos quais o FMI se envolve têm que ser "críveis, somar, dar um futuro e sustentabilidade à dívida a médio e longo prazo", ao mesmo tempo em que indicou que o Fundo é "flexível" na aplicação dos mesmos. "Queremos que o programa seja crível, somos flexíveis em sua aplicação, e demonstramos isto várias vezes, no caso da Irlanda, no de Portugal, no da Letônia... O programa evoluiu ao longo do tempo, dependendo das circunstâncias e dependendo da agenda política. Mas sempre tem que ser crível", declarou a diretora-gerente do FMI. "E no caso da Grécia, acreditamos que as pensões têm que ser reformadas e todo mundo sabe disso, as autoridades gregas também o sabem", disse. "O governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras tem que enfrentar também outras questões, mas sob nosso ponto de vista tem que proteger as pensões baixas", opinou Lagarde. Destacou que Atenas dedica mais de "16% do PIB" para pagar o sistema de pensões, porcentagem que representa "muito mais que a média" dos demais parceiros europeus. Lagarde ressaltou que os 188 países-membros do FMI esperam da instituição que estabeleça programas com um "nível de credibilidade e seriedade", já que "não é o FMI quem empresta, é a comunidade internacional que o faz". Também se referiu aos pagamentos que a Grécia tem para o dia 30 de junho, que chegam a 1,6 bilhão após juntar todas as devoluções que devia pagar ao longo do mês. "O dia 30 de junho é quando devem ser feitos os pagamentos ao FMI e não há um período de carência de dois meses de atraso como escutei dizer, a partir de 1º de julho se os pagamentos não forem feitos", afirmou. Perguntada se Atenas entraria em moratória em 1º de julho se não fizer o pagamento, Lagarde respondeu: "Poderia estar em falta de pagamento com o FMI, mas espero que não seja o caso". Lagarde também disse que o FMI "quer continuar poder ajudando" a Grécia e que o programa grego está no mesmo marco que os concedidos a outros países. EFE mtm/ma (foto)












