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Latam reduzirá operações em 70% e remarcará viagens sem custo

Volume representa diminuição de 90% dos voos internacionais e 40% dos domésticos. Passageiros poderão reagendar viagens até 31 de dezembro

Economia|Raphael Fernandes*, do R7

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Viagens estão sendo canceladas devido ao coronavírus
Viagens estão sendo canceladas devido ao coronavírus

A Latam Airlines vai diminuir sua capacidade de operação em 70%, dos quais 90% referem-se às operações internacionais e 40% aos voos domésticos. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (16). Pela manhã, a companhia aérea Azul também anunciou a redução de sua capacidade operacional de 20% a 25% no mês de março, e entre 35% a 50% em abril e meses seguintes, até que a pandemia do coronavírus se normalize.

Em seu comunicado, o Grupo Latam também avisou que todos os passageiros que terão seus voos nacionais ou internacionais afetados pela medida ou por causa do coronavírus, e que viajam a partir desta segunda-feira, podem reagendar seu voo gratuitamente até 31 de dezembro de 2020.


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A companhia também destacou que "seus diversos canais de atendimento ao cliente estão recebendo um grande número de consultas e solicitações, dificultando a atenção adequada a todos os pedidos. Para focar a atenção nos passageiros com pedidos urgentes, a Latam solicita que as pessoas evitem ligar antes de 72 horas de sua viagem".


Viagem para o Chile precisou ser adiada

Com viagem a trabalho marcada desde janeiro, Camila Serakides, criadora de conteúdo digital, iria para Punta Arenas na Patagônia Chilena na próxima quarta-feira (18), mas resolveu declinar por conta da pandemia do coronavírus e remarcar a passagem com a companhia aéra Latam Airlines.

Ela planejava ir até o Chile de avião, fazer uma expedição até a Patagonia Argentina e voltar ao Chile, de onde pegaria um voo para retornar ao Brasil.


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No entanto, devido ao fechamento das fronteiras dos dois países, Camila não poderá mais viajar, por isso decidiu remarcar a viagem para outra data.


O que diz Procon-SP?

Em nota, o Procon-SP afirma que o consumidor não pode ser prejudicado por cancelar sua viagem para preservar a sua saúde e pode recorrer à instituição para tentar um acordo.

Camila Serakides iria para o Chile
Camila Serakides iria para o Chile

"O consumidor não é obrigado a expor sua saúde a riscos viajando para destinos onde poderá contrair o coronavírus, podendo optar por uma das alternativas: postergar a viagem para data futura; viajar para outro destino de mesmo valor; ou ainda obter a restituição do valor já pago. Outras possibilidades podem ser negociadas com a empresa, desde que seja uma alternativa que não prejudique o consumidor e com a qual ele esteja de acordo.

Caso o consumidor se sinta prejudicado em razão da postura adotada pela empresa, ele pode procurar o Procon-SP, que irá intermediar a negociação para tentar compor um acordo com a empresa.

De acordo com o CDC é caracterizada como prática abusiva elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços.

Desta forma, se o consumidor se deparar com algum valor de produtos ou serviços relacionados ao coronavírus que considere abusivo, poderá registrar reclamação junto ao @proconsp.

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A diretoria de fiscalização irá solicitar esclarecimento junto ao fornecedor que poderá responder a processo administrativo e até ser multado caso a infração seja constatada".

O que diz a Anac?

Em seu site, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) reitera que eventuais tarifas ou multas podem ser cobradas.

"É importante esclarecer que a alteração ou o cancelamento de passagens aéreas por iniciativa do passageiro estão sujeitos às regras contratuais da tarifa adquirida, ou seja, é possível que seja cobrada diferença de tarifa e aplicadas eventuais multas. De todo modo, o passageiro com viagem para destinos afetados pelo coronavírus pode consultar sua empresa aérea sobre a existência de eventuais políticas flexíveis de remarcação ou de reembolso das passagens aéreas", escreveu a Anac.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Márcia Rodrigues

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