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Lula tende a confirmar Mello e Cavalcanti no BC, apesar de resistência do mercado

Indicações de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, feitas por Fernando Haddad, precisam passar por aprovação do Senado

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula se prepara para confirmar as indicações de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para diretorias do Banco Central.
  • As indicações foram feitas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e precisam ser aprovadas pelo Senado.
  • O mercado financeiro expressou críticas às indicações, elevando as taxas de juros de longo prazo.
  • Lula não deve se deixar influenciar pelas reações do mercado e considera Mello uma escolha competente e ponderada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Haddad confirmou ter apresentado os nomes para o BC ao presidente Lula Adriano Machado/Reuters - 13.08.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encaminha para confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti, apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para diretorias do Banco Central, disseram à Reuters duas fontes que acompanham as negociações.

Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de Política Econômica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), assumiria a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.


Ainda não há data para o anúncio oficial das nomeações, que precisarão de aprovação do Senado. Haddad declarou em entrevista à TV BandNews nesta terça-feira ter apresentado os nomes a Lula.

A revelação ocorreu após o nome de Mello ter vazado na imprensa e atraído críticas do mercado financeiro, além de Haddad ter conversado com Lula e decidido citar os nomes publicamente.


Na entrevista, Haddad afirmou ter indicado os nomes a Lula há três meses e, desde então, o presidente não retomou o assunto. O ministro deve deixar o cargo no final de fevereiro, conforme já anunciou.

Professor da Unicamp e filiado ao PT, Mello trabalhou no plano econômico de Lula para as eleições de 2022, mas é considerado “independente” dentro do partido, hoje mais próximo a Haddad. O economista também conta com a simpatia de Lula, com quem construiu relação no governo.


A inclinação à esquerda e a associação com o PT geraram apreensão no mercado financeiro, refletida nas taxas de juros de longo prazo, que subiram na segunda-feira.

Mello enfrenta resistência dentro do Banco Central, segundo duas fontes com conhecimento do assunto, que disseram não haver acordo prévio com a autoridade monetária.


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Responsabilidade da diretoria

A Diretoria de Política Econômica, a ser assumida pelo atual secretário de Haddad, responde por desenvolver e calibrar modelos macroeconômicos usados pela autarquia e preparar insumos técnicos que embasam decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros.

Uma dessas fontes declarou ser desejável que ocupantes do cargo tenham experiência no mercado, por exemplo como economistas-chefes de instituições financeiras, e não apenas conhecimento acadêmico.

Uma terceira fonte ouvida pela Reuters, no entanto, disse não haver motivo para temer a atuação do secretário, considerado “correto, competente e sério” e sempre visto como voz ponderada dentro do ministério, sem propor guinadas na política econômica ou medidas heterodoxas.

“Esses movimentos do mercado são esperados. Servem até como aviso ao indicado, uma forma de pressão”, disse uma das fontes.

Avesso a se guiar por movimentos do mercado financeiro, o presidente Lula não deve ser influenciado pelo mau humor dos operadores, completou a fonte.

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