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Mais da metade dos trabalhadores não vê chance de perder emprego ou fonte de renda

Estudo da FGV mostra que, quanto maior a faixa de renda, maior a segurança com ocupação

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mais da metade dos trabalhadores (53,8%) não vêem risco de perder emprego nos próximos seis meses.
  • A pesquisa da FGV indica que a segurança no trabalho aumenta com a faixa de renda.
  • Taxa de desemprego no Brasil está em 5,8%, a menor desde 2012, mas a expectativa de desaceleração econômica pode impactar essa sensação de segurança.
  • A sondagem revelou que 59,7% dos trabalhadores se consideram satisfeitos com seu trabalho, enquanto preocupações com proteção social persistem.

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Para 13,8%, a chance de perder o emprego é provável e 2,8% consideram muito provável
Para 13,8%, a chance de perder o emprego é provável e 2,8% consideram muito provável Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Mais da metade (53,8%) dos trabalhadores não vê chance de perder o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses. Uma pesquisa revela que para 42,3% dos entrevistados é improvável ficar sem o trabalho, enquanto 11,5% afirmam ser muito improvável.

Para 13,8%, a chance é provável, e apenas 2,8% consideram muito provável. Pouco menos de um terço (29,7%) não soube responder.


Os dados fazem parte da Sondagem do Mercado de Trabalho, realizada pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O responsável pela sondagem, Rodolpho Tobler, explica que o baixo percentual de trabalhadores que afirmam ser provável ou muito improvável perder o emprego ou fonte de renda é reflexo do cenário de mercado de trabalho aquecido.


“Com a taxa de desocupação em níveis mínimos em termos históricos, é natural que os trabalhadores se sintam mais seguros na sua ocupação ou em uma realocação caso seja necessário. Esse dinamismo observado nos últimos anos tende a ser favorável para os trabalhadores.”

No entanto, Tobler aponta que, com expectativa de desaceleração da economia brasileira e do mercado de trabalho, “é esperado que essa variável não continue nesse patamar baixo por muito tempo”.


Nível de emprego

Os números mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre mercado de trabalho mostram que a taxa de desemprego do segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor já registrada na série histórica do instituto, iniciada em 2012.

A pesquisa do IBGE revelou também nível recorde no rendimento do trabalhador (R$ 3.477) e no contingente de empregados com carteira assinada (39 milhões). Os dados do trimestre móvel encerrado em julho serão conhecidos na próxima terça-feira (16).


A desaceleração comentada por Tobler se refere a efeitos do juro alto, ferramenta do Banco Central para conter a inflação.

A inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE acumula 5,13% em 12 meses, acima do teto da meta do governo (4,5%).

Atualmente, a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, maior nível desde julho de 2006 (15,25%).

Uma face do juro alto é o efeito contracionista, que combate a inflação. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros — seja para pessoa física ou empresas — e desestimula investimentos, uma vez que pode valer mais a pena manter o dinheiro investido, rendendo juros altos, do que arriscar em atividades produtivas.

Esse conjunto de efeitos freia a economia. Daí vem o reflexo negativo: menos atividade tende a ser sinônimo de menos emprego e renda.

Faixa de renda

A sondagem da FGV captou ainda que, quanto maior a faixa de renda, maior a segurança com a ocupação:

  • Renda até um salário mínimo: 32,6% acham improvável ou muito improvável perder o emprego;
  • Entre um e três salários mínimos: 41,3%;
  • Acima de três salários mínimos: 62,4%.

Outros temas

A Sondagem do Mercado de Trabalho está apenas na terceira edição mensal, o que impede fazer comparação dos dados com períodos mais longos, como no ano anterior.

A pesquisa foi feita com uma amostra representativa da população com 2.000 pessoas. O levantamento aborda outros temas, como satisfação com o trabalho e percepção de proteção social.

A sondagem de agosto aponta que 59,7% se consideram satisfeitos com o trabalho; e 15,3%, muito satisfeitos. Para 8%, a resposta foi insatisfeito ou muito insatisfeito, enquanto 17% responderam neutros.

Sobre proteção social, 33,5% disseram se sentir muito desprotegidos; enquanto 37,7% responderam parcialmente desprotegido; e 28,7%, protegidos.

Perguntas e Respostas

Qual é a porcentagem de trabalhadores que não vê chance de perder o emprego ou fonte de renda?

Mais da metade dos trabalhadores, ou seja, 53,8%, não vê chance de perder o principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses.

O que a pesquisa revela sobre a percepção dos trabalhadores em relação à segurança no emprego?

A pesquisa mostra que 42,3% dos entrevistados consideram improvável ficar sem o trabalho, enquanto 11,5% afirmam que é muito improvável. Por outro lado, 13,8% acreditam que a chance é provável e apenas 2,8% consideram muito provável. Quase um terço, 29,7%, não soube responder.

Quem é o responsável pela sondagem e qual é a sua análise sobre os dados?

O responsável pela sondagem é Rodolpho Tobler, que explica que o baixo percentual de trabalhadores que afirmam ser provável ou muito improvável perder o emprego é reflexo do mercado de trabalho aquecido.

Qual é a situação atual do mercado de trabalho no Brasil segundo os dados do IBGE?

Os dados mais recentes do IBGE mostram que a taxa de desemprego do segundo trimestre ficou em 5,8%, a menor já registrada desde 2012. Além disso, o rendimento do trabalhador atingiu um nível recorde de R$ 3.477 e o número de empregados com carteira assinada chegou a 39 milhões.

O que Rodolpho Tobler menciona sobre a expectativa de desaceleração da economia?

Tobler aponta que, devido à expectativa de desaceleração da economia brasileira e do mercado de trabalho, é esperado que a percepção de segurança no emprego não permaneça nesse patamar baixo por muito tempo.

Quais são os efeitos da taxa de juros alta na economia?

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. O juro alto tem um efeito contracionista, combatendo a inflação, mas também torna os empréstimos mais caros, desestimulando investimentos e, consequentemente, reduzindo a atividade econômica, o que pode levar a menos emprego e renda.

Como a faixa de renda influencia a segurança no emprego segundo a sondagem?

A sondagem da FGV indica que quanto maior a faixa de renda, maior a segurança em relação à ocupação.

Qual é a amostra da pesquisa e quais outros temas ela aborda?

A pesquisa foi realizada com uma amostra representativa de 2.000 pessoas e aborda temas como satisfação com o trabalho e percepção de proteção social.

Quais são os índices de satisfação dos trabalhadores com seus empregos?

A sondagem de agosto revela que 59,7% dos trabalhadores se consideram satisfeitos com o trabalho, enquanto 15,3% se dizem muito satisfeitos. Por outro lado, 8% se consideram insatisfeitos ou muito insatisfeitos, e 17% se classificam como neutros.

Como os trabalhadores percebem sua proteção social?

Sobre a proteção social, 33,5% dos entrevistados se sentem muito desprotegidos, 37,7% se consideram parcialmente desprotegidos e 28,7% se sentem protegidos.

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