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Manutenção da Selic em 15% seria ‘um balde de água fria’, diz economista

Mercado financeiro projeta um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que passaria para 14,75% ao ano

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Na reunião do Copom, o Banco Central deve discutir a taxa Selic em meio a um panorama internacional desafiador.
  • O mercado financeiro projeta uma redução cautelosa da Selic de 15% para 14,75%.
  • A economista Carla Beni alerta que manter a Selic em 15% seria negativo, enquanto uma redução, mesmo que pequena, sinalizaria um início de queda.
  • O alto índice de inadimplência, com 46% da população adulta negativada, requer atenção às finanças pessoais devido aos altos juros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Banco Central realiza, nesta semana, a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) para discutir os juros brasileiros em meio ao cenário da guerra no Oriente Médio e à disparada no preço do petróleo. A projeção do mercado financeiro aponta para uma redução da Selic, mas em um ritmo mais cauteloso: o corte seria de 0,25 ponto percentual, fazendo com que a taxa básica de juros passe de 15% para 14,75% ao ano.

Para Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), um corte menor na Selic é o que deve acontecer, mas também seria um sinal positivo ao mercado de que o BC inicia a trajetória de redução dos juros. Com esse cenário de queda, ela diz que é possível traçar as expectativas para juros futuros.


A imagem mostra uma pessoa segurando várias notas de dinheiro com ambas as mãos, organizando ou contando as cédulas. A pessoa veste uma roupa de manga longa em tom claro de cinza. Sobre a mesa à frente há um envelope rosado e papéis.
Para economista, redução da Selic é um sinal positivo para o mercado Reprodução/Record News

“Se o Banco Central fizer a manutenção de 15%, é um balde de água fria. Se ele fizer uma redução menor, de 0,25 [ponto percentual], já baixou para 14,75%. O importante é ele sinalizar que essa taxa de juros se finda e ele comece uma trajetória de queda. Mesmo que seja pequena, é muito importante que ele comece essa redução”, analisa a professora em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (16).

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Com um cenário de endividamento e inadimplência da população, Carla faz um alerta para que os cidadãos fiquem atentos às contas para evitar uma bola de neve de dívidas.


“A inadimplência está altíssima e o primeiro item é o cartão de crédito. O rotativo do cartão de crédito hoje está cobrando 15% ao mês. Então, é muito importante cuidar das contas, cuidar da inadimplência. A gente está em média com 46% da população adulta negativada. Não é que ela tem dívidas e paga, não, ela já está negativada”, finaliza.

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