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Mercado ‘certamente teme’ escassez da oferta de petróleo, diz presidente da ABESPetro

Telmo Ghiorzi fala sobre impactos do fechamento do Estreito de Ormuz e a necessidade de buscar alternativas ao petróleo do Oriente Médio

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aumento das tensões no Oriente Médio resultou em alta nos preços dos combustíveis no Brasil.
  • 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, gerando receios sobre a escassez futura.
  • Preços do petróleo ultrapassaram US$ 100 por barril, paralisando o mercado de diesel importado no Brasil.
  • Possibilidade de oportunidades para países como Brasil e Argentina em áreas como a Bacia de Santos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com o aumento das tensões no conflito no Oriente Médio, os preços dos combustíveis, como gasolina e diesel, já começaram a apresentar aumento, principalmente no estado de São Paulo.

Em entrevista ao Hora News desta terça-feira (10), Telmo Ghiorzi, presidente da ABESPetro, destaca como o Estreito de Ormuz contribui para esse fator e os principais impactos da guerra no aumento dos preços.


Pessoa abastece carro branco em posto de combustível. A mão segura o bico da bomba encaixado no tanque.
Escalada de tensões fez com que o preço do petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 100 por barril Reprodução/Record News

Ghiorzi também destacou que 20% do petróleo mundial passa pelo trecho e o bloqueio cria receios sobre possíveis reduções nos estoques internacionais. Segundo ele, a alta volatilidade dos preços é uma resposta ao medo de escassez futura e à incerteza logística causada pelo bloqueio.

“Esse aumento, aparentemente, é muito mais receio do futuro ou precaução contra a instabilidade do que um efeito prático. Porque não houve ainda um aumento relevante no mundo. Estamos vivendo um frenesi de preço [...], mas estamos vendo mais instabilidade do que um novo patamar de preços”, explica.


A escalada de tensões também fez com que o preço do petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 100 por barril, paralisando o mercado de diesel importado no Brasil. Embora a Petrobras ainda não tenha ajustado os valores internamente no país, o mercado já reflete um aumento preventivo.

Apesar disso, a guerra também pode impulsionar novas oportunidades fora do Oriente Médio. Países como Brasil e Argentina podem intensificar as operações em áreas como a Bacia de Santos ou Vaca Muerta.


“Isso significa que os Estados Unidos, o Canadá, todos os outros países vão buscar alternativas para isso. Isso aconteceu na primeira crise do petróleo em 73, na segunda crise do petróleo em 79. Países buscam alternativas quando enfrentam essas situações de conflito”, comenta.

Quanto ao impacto direto nas exportações brasileiras de petróleo, Ghiorzi afirma que existe potencial para aumentar as vendas externas caso a produção seja ampliada. No entanto, ele ressalta que há complexidades associadas aos custos operacionais elevados em alguns campos petrolíferos nacionais.

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